"A fala é o dia a dia do falante, com menor
preocupação gramatical e maior ênfase e sentidos, que guiam a
comunicação"
Confusão e insegurança na
pronúncia (a interferência da oralidade na escrita) / O grande
desafio da Língua Portuguesa em relação a escrita e a Língua
falada envolvendo a sociedade, ou seja, sociolínguistica.
Talvez o medo de errar a pronúncia de verbos ainda não
defectivos seja um desses fortes fatores transformadores. Veja,
como a oralidade interfere na escrita, "eu não compito com ele
abertamente", de maneira que muita gente reluta para
dizer isso", achando que, se o verbo é competir, por que teria
essa forma compito? Mas nessa mesma linha não vejo ninguém
com receio de dizer "eu não confiro dados de banco "! Ora, confiro é formas do verbo conferir, ou seja, convivemos bem com
uma forma consagrada e tememos a forma menos usual. Assim, se as
pessoas vão deixando de empregar os verbos por esse tipo de medo, a
tendência deles é ficar com defeito.
Peguemos o verbo polir. Ainda que seja um verbo
sem defeito, a primeira pessoa do presente do indicativo é pulo, mas corre-se o risco de confundir com a forma pulo
do verbo pular. Numa frase como "eu pulo meu carro uma vez
por mês", o que será que o interlocutor ou leitor
entenderá? Acaba ficando ambígua, apesar da dificuldade
evidente e aparente de se pular um carro. O mais
lógico aqui seria polir. Por achar que essa confusão
é insuperável, vai-se deixando de usar essa forma do verbo polir e
ela simplesmente morre, transformando-o num defectivo, o que
ocorrerá brevemente .
Considerações finais: Gramática nunca mais / Veja o exemplo
Variações de registro
- oralidade e escrita
Segundo Marcuschi ," A oralidade seria uma prática social
interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas
formas e gêneros textuais"
Veja , então, aqui o trecho da
entrevista, num bate papo informal.
P: Como é o dia a dia na vida de vocês aqui na comunidade ?
E1:Ah! Nóis levanta cedo pra ir da iscola .
E2: Também nóis ajuda nossos pais, joga bola
solta pipa .
P: Vocês nasceram aqui na comunidade, vocês gostam daqui?
E1: Opa! Aqui é nossa vida, aqui todo mundo conhece todo mundo.
E2: Ali na esquina, tem um sapatero que é meu tio, ele é
muito manero, o senhor conhece ele?
P: Não! Por que você diz que seu tio é muito maneiro?
E2: Ah! Porque ele é divertido, é brincalhão, zua todo
mundo, é legal!
P: Então! O que vocês esperam do futuro?
E1: Eu quero istuda e fazê faculdade, quero sê adevogado.
E2: Ah! Eu num sei ainda o que eu quero não!
Eu trabalho de pegá caxa de papelão na rua, sabe!
OBSERVAÇÕES A SEREM CONSIDERADAS.
Pôde-se observar nesta pesquisa o registro de algumas palavras
na escrita, a expectativa, devido ao tempo de escolarização
desses informantes, seria um maior número de acertos quanto a
fala, mas o que pôde-se observar é que os erros não eram
esperados, pois ocorreu informações que esses informantes eram
letrados, apesar dos "erros".
Entende-se, então, que o comportamento das semivogais altas
glides/i/ e /u/ tanto na "ditongação" e "monotongação"e,
sobretudo na fala, é considerado normal em algumas regiões,
comunidades e nível social.
NÃO SÓ ATUALIZE MAS APRIMORE SEU PORTUGUÊS CADA VEZ MAIS NO
CURSO JULIANA ROCHA GOUVÊA.
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