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quinta-feira, 24 de abril de 2014

A arte de Inferir (Retórica)



A importância da retórica nas músicas populares, e na elaboração dos poemas, poesias predominando o lirismo (o lírico


 A arte de inferir


 As vantagens de dosar, num raciocínio, a informação sobre um dado tema.


 Aprecie a sonoridade das músicas populares brasileiras.
 
 "O que será, que será? / Que andam suspirando pelas alcovas / Que andam sussurrando em versos e trovas/ Que andam combinando no breu das tocas/ Que anda nas cabeças, anda nas bocas/ Que andam acendendo velas nos becos/ Que estão falando alto pelos botecos/ E gritam nos mercados que com certeza/ Está na natureza/ Será que será?/ O que não tem certeza, nem nunca terá/ O que não tem concerto, nem nunca terá/ O que não tem tamanho". 
 
 Considerações a serem acrescentadas: a beleza da composição está no poder da persuasão "retórica", ou seja, o estudo da estilística envolvendo "o discurso literário" sugere atitude de revolta, planeja reação e joga com a ideia de que tudo tem volta, de que nas alcovas, entre quatro paredes, há um suspiro de esperança e um vislumbrar de mudanças futuras, de que planos são traçados e conversas escusas levam informações por meio das artes, dos pensamentos vigiados e dos encontros de botequim. Nos becos marginais e mal frequentados é que se acenderá a luz da liberdade. 



 Fique atento a figura de linguagem que deverá ser usada na segunda estrofe. 

 "O que será, que será?/ Que vive nas ideias desses amantes/ Que cantam os poetas mais delirantes/ Que juram os profetas embriagados/ Que está na romaria dos mutilados / Que está na fantasia dos infelizes / Que está no dia a dia das meretrizes/ No plano dos bandidos, dos desvalidos em todos sentidos. 




Fiquem atentos, logo logo mais temas para o estudo da língua portuguesa com a Professora Juliana Gouvêa!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dúvidas? Erros com frequência? Curiosidades Regionais



 Você fala 'brasileiro' ? 
 As curiosas diferenças regionais de nossos jeitos de falar.


 Saia da comodidade
 "Conheça as variações linguísticas regionais , possuindo uma riqueza de falares de valor incalculável, infelizmente ainda pouco conhecida e valorizada" . 
 Por Edmilson José de Sá


 Curiosidades regionais
 Divisões dialetais e subfalares brasileiros

 Ex. No norte, há uma predominância pelo alçamento da vogal /o/que se transforma em /u/. Canoa lá é pronunciada canua, coco é pronunciado como cuco, coisa é pronunciada cuisa. Segue uma expressão características da região, como, por exemplo: mão de mucura assada: sovina 

 Curiosidades regionais na fala do sudeste 

Quanto ao léxico, algumas expressões são corriqueiras em São Paulo:
Ex:
Guia: meio fio.
Mina: menina, garota, namorada.


A cidade de Cuiabá, por sua vez, passou a ter um falar característico graças ao contato do português colonizador com as influências das línguas indígenas locais, como o bororó, resultou no dialeto cuiabano, principalmente na palatalização da fricativa e da oclusiva dental. Vale a pena ver como eles se expressam. 



Exemplo regional: arroz-de-festa: denominação de quem não perde nenhuma festa. Está sempre em festa. 
 "ele vai a casamento, batizado, primeira comunhão, crisma, formatura...  É um arroz de festa." 
 
Observação : diante do que foi apresentado, tem-se, aqui, a prova viva de iniciarmos uma reflexão sobre o lugar "a importância da gramática reflexiva, contemporânea" no conjunto da língua interativa "a sociolinguística". 
 Retirado da Revista Língua Portuguesa


Venha conhecer, um pouco mais, sobre a interferência da oralidade na escrita, é só abrir o blog Juliana Gouvêa .

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Preconceito linguístico




Marcos Bagno 

Como era antigamente ? 

"BRASILEIRO NÃO SABE PORTUGUÊS / SÓ EM PORTUGAL SE FALA BEM PORTUGUÊS" 

Os gramáticos antigos recomendavam, ou acatavam, que as formas faltantes dos verbos defectivos fossem preenchidas por um verbo similar. O verbo que mais aparece nas gramáticas antigas seguindo esse padrão é precaver-se. Como ele só é empregado nas arrizotônicas, isto é, quando a vogal tônica está fora do radical (nós nos precavemos, vós vos precaveis, radical precav), os gramáticos sugeriam que as formas faltantes da conjugação fossem preenchidas por um sinônimo, precatar, por exemplo. Então a conjugação "completa" do verbo precaver-se ficava assim: 
               
OBSERVE O EXEMPLO: 

EU ME PRECATO
TU TE  PRECATAS 
ELE SE PRECATA 
NÓS NOS PRECAVEMOS 
VÓS VOS PRECAVEIS 
ELES SE PRECATAM .
                    
                HOJE ISSO É INUSUAL 

     Agora é com vocês. 

 Questão nº1 
Há erro de concordância verbal na sentença: 
 a) Devemos imaginar que possam haver verdadeiros patriotas entre nós. 
 b) Hão de existir sempre preconceitos contra os quais não se pode lutar. 
 c) Haverão os mortos de retornar e retomar o que lhes pertencia de direito? 
 d) Os acordos havidos entre as partes serão respeitados. 
 e)  Cuidemos para que não haja injustiças na distribuição dos cargos. 












GABARITO COMENTADO: 
LETRA OFICIAL A - Devemos imaginar que possa haver verdadeiros patriotas entre nós. 


Dúvidas? Entrem em contato com a Professora Juliana Gouvêa e agende seu horário!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

NOVIDADES REFERENTE A LINGUAGEM COLOQUIAL VERSUS A LINGUAGEM FORMAL


 
PRECONCEITO LINGUÍSTICO.

O caso dos abundantes se dá quando popularizam-se diferentes formas verbais, criando conjuguações duplas para uma mesma pessoa, tempo, número ou modo verbal: é o caso de imprimido e impresso. 

A VELHA SABEDORIA POPULAR:
IMPRESSO OU IMPRIMIDO? 

            As vezes, verbos diferentes, ou pelo menos com empregos diversos, se utilizam do mesmo particípio. É o caso do verbo imprimir, que pode ser usado com o sentido de reprodução de caracteres ou de aplicar (imprimir velocidade a um carro, por exemplo).
             Como resolver um problema desses? O ideal é "Eu tinha imprimido  farto material escrito" ou "Eu tinha impresso farto material escrito"? O povo, espontaneamente, vai dando solução. Vem optando por ficar com impresso, esse particípio irregular, para a impressão de material escrito ou gravado e com imprimido, particípio regular, com o segundo sentido, de aplicar velocidade: "Ele tinha imprimido mais velocidade ao carro e aos poucos se aproximava dos da frente "e" Eu tinha impresso farto material escolar!".
             O povo acaba resolvendo a seu jeito esse tipo de problema. Quem ainda usa cozer, que se confundia na pronúncia com coser? Resultado da homofonia: os dois verbos praticamente estão mortos, o primeiro substituído por cozinhar, e o segundo por costurar. Pronto, desfeita a confusão. Com a indefinição de poço e poça também se resolveu: o de profundidade, vertical, portanto, é poço; o de superfície, horizontal, é poça. E assim vai: copo é para beber;  copa é onde se bebe ou come, etc. Sapiência popular.

                                   CONSIDERAÇÕES FINAIS
DEVEMOS ADQUIRIR, UMA NOVA VISÃO EM RELAÇÃO A LÍNGUA PORTUGUESA, SABENDO USÁ-LA E INTERPRETÁ-LA; DE ACORDO COM AS CIRCUNSTÂNCIAS ORAIS E ESCRITAS: RESPEITANDO A GRAMÁTICA E SEMPRE REATIVANDO O ENSINO DA NOSSA LÍNGUA; GRAMÁTICA REFLEXIVA.

domingo, 11 de agosto de 2013

A importância da fala na linguagem



 "A fala é o dia a dia do falante, com menor preocupação gramatical e maior ênfase e sentidos, que guiam a comunicação" 

 Confusão e insegurança na pronúncia (a interferência da oralidade na escrita) / O grande desafio da Língua Portuguesa em relação a escrita e a Língua falada envolvendo a sociedade, ou seja, sociolínguistica.  

        Talvez o medo de errar a pronúncia de verbos ainda não defectivos seja um desses fortes fatores transformadores. Veja, como a oralidade interfere na escrita, "eu não compito com ele abertamente",  de maneira que muita gente reluta para dizer isso", achando que, se o verbo é competir, por que teria essa forma compito? Mas nessa mesma linha não vejo ninguém com receio de dizer "eu não confiro dados de banco "! Ora, confiro é formas do verbo conferir, ou seja, convivemos bem com uma forma consagrada e tememos a forma menos usual. Assim, se as pessoas vão deixando de empregar os verbos por esse tipo de medo, a tendência deles é ficar com defeito. 
        Peguemos o verbo polir. Ainda que seja um verbo sem defeito, a primeira pessoa do presente do indicativo é pulo, mas corre-se o risco de confundir com a forma pulo do verbo pular. Numa frase como "eu pulo meu carro uma vez por mês", o que será que o interlocutor ou leitor entenderá? Acaba ficando ambígua, apesar da dificuldade evidente e aparente de se pular um carro. O mais lógico aqui seria polir. Por achar que essa confusão é insuperável, vai-se deixando de usar essa forma do verbo polir e ela simplesmente morre, transformando-o num defectivo, o que ocorrerá brevemente . 
          
                Considerações finais: Gramática nunca mais / Veja o exemplo  

                                          Variações de registro - oralidade e escrita 

    Segundo Marcuschi ," A oralidade seria uma prática social interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas e gêneros textuais" 
                            Veja , então, aqui o trecho da entrevista, num bate papo informal. 

    P: Como é o dia a dia na vida de vocês aqui na comunidade ?
    E1:Ah! Nóis levanta cedo pra ir da iscola
    E2: Também nóis ajuda nossos pais, joga bola solta pipa .
    P: Vocês nasceram aqui na comunidade, vocês gostam daqui? 
    E1: Opa! Aqui é nossa vida, aqui todo mundo conhece todo mundo. 
    E2: Ali na esquina, tem um sapatero que é meu tio, ele é muito manero, o senhor conhece ele? 
    P: Não! Por que você diz que seu tio é muito maneiro? 
    E2: Ah! Porque ele é divertido, é brincalhão, zua todo mundo, é legal!
    P: Então! O que vocês esperam do futuro? 
    E1: Eu quero istuda e fazê faculdade, quero sê adevogado.
    E2: Ah! Eu num sei ainda o que eu quero não! 
Eu trabalho de pegá caxa de papelão na rua, sabe!

      OBSERVAÇÕES A SEREM CONSIDERADAS. 
Pôde-se observar nesta pesquisa o registro de algumas palavras na escrita, a expectativa, devido ao tempo de escolarização desses informantes, seria um maior número de acertos quanto a fala, mas o que pôde-se observar é que os erros não eram esperados, pois ocorreu informações que esses informantes eram letrados, apesar dos "erros". 
 Entende-se, então, que o comportamento das semivogais altas glides/i/ e /u/ tanto na "ditongação" e "monotongação"e, sobretudo na fala, é considerado normal em algumas regiões, comunidades e nível social.

     NÃO SÓ ATUALIZE MAS APRIMORE SEU PORTUGUÊS CADA VEZ MAIS NO CURSO JULIANA ROCHA GOUVÊA.

sábado, 3 de agosto de 2013

Os tijolos das palavras


    

As palavras lexicais são carregadas de significados enquanto as gramaticais são "vazias" mas são a base da formação das frases e textos. 
       
GRAMATICALIZAÇÃO 
RELAÇÕES LINGUISTICAS 


        A gramaticalização tem seu papel primordial no processo da mudança linguistica: assim como as erupções vulcânicas, os maremotos, os terremotos abalam e redesenham a face da terra, 
a gramaticalização também contribui para extinção de "espécies" gramaticais e, ao mesmo tempo, para o surgimento de novas. Os principais agentes da gramaticalização são: a metáfora, a metonímia, a analogia, a reanálise sintática , a recategorização, a relação icônica etc...

        Veja o exemplo / teste em que nível esta seu português.

    Na frase "Há três anos (que) não o vejo", "há" é verbo ou preposição? De um lado, "há" permite flexão de tempo ("Havia três anos que não o via") e comuta com "faz"; de outro, comuta com preposições; "Não o tenho visto por três anos", "De três anos para cá não o vejo". (Em italiano e alemão, a mesma construção utiliza respectivamente as preposições da e seit, "desde": Da tre anni non lo vedo, Seit drei Jahren habe ich ihn nicht gesehen.) Se "há" é verbo, então o período é composto por subordinação, em que "há três anos" é a oração principal e "que não o vejo" é a subordinada. Mas também é possível considerar que o período é simples e que "há três anos" é adjunto adverbial de tempo; logo, "há" seria uma preposição? 
              
         ALDO BIZZOCCHI é doutor em linguística pela USP e AUTOR DE LÉXICO E IDEOLOGIA NA EUROPA OCIDENTAL (Annablume)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Até que ponto a oralidade interfere na escrita?



Curiosidades da língua / Da fala para escrita


O Preconceito línguistico 

        Quando definimos o que é a oralidade: uma prática social interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas ou gêneros textuais baseados na realidade sonora; ela vai desde uma realização mais informal à mais formal nos mais variados contextos de uso. A língua não existe. O que existe, concretamente, são falantes da língua, seres humanos com história, cultura, crenças, desejo e poder de ação. A língua muda porque os falantes, todos, são dotados de extraordinárias capacidades cognitivas, de um cérebro que o tempo todo, a cada instante, está processando e reprocessando a língua, que é o mais importante vínculo de cada indivíduo com o universo que o rodeia e o mais importante cimento de construção da identidade de um grupo humano. Podemos observar melhor através desses dois textos.

Veja o exemplo de uma narrativa oral (uma jovem de 17 anos)

        NARRATIVA ORAL .

    eh.... eu vou falar sobre a minha família.....
 sobre os meus país ...... o que eu acho deles .......
como eles me tratam....... bem....eu tenho uma família ......
pequena ....ela é composta pelo meu pai ..... pela minha mãe ....
pelo meu irmão ..... eu tenho um irmão pequeno de ...... dez anos ......
   eh.....o mei irmão não influencia em nada ..... a minha mãe é uma pessoa
 superlegal.....sabe?
     
Da fala para a escrita -atividades de retextualização / Luiz Antônio Marcuschi . 
                                               
      Obsv: esse texto como vocês podem notar é oral, principalmente, os marcadores conversacionais do tipo
eh, de, do, da, dos (definimos esses marcadores como hesitações). Isso acontece de geração em geração (sociolinguística define isso de mudança em tempo aparente). Essa observação foi tirada da Gramática pedagógica do Português Brasileiro/Marcos Bagno (autor do livro preconceito linguístico ).

O desafio está lançado, transforme o texto oral em texto escrito sem alterar o sentido. Aguardo a resposta no Facebook!!!


http://www.facebook.com/juliana.gouvea.77

domingo, 16 de junho de 2013

Adjetivo ou Advérbio




REPARE COMO A LÍNGUA PORTUGUESA É RICA

    Os adjetivos, no entanto, ainda se enfronharam em outras aventuras gramaticais. Não contentes em serem equiparados aos verbos, depois aos nomes e,  por fim, ganharem casa própria, os adjetivos também costumam fazer as vezes de seus primos advérbios. 
     O termo latino adverbium traduz o grego epirrhema, e ambos significam "junto ao verbo". Ora, já vimos que adjectivum significa "colocado junto a". Essas duas categorias de palavras são tradicionalmente definidas como "palavra que modifica / qualifica um substantivo(adjetivo)  e "palavra que modifca / qualifica um substantivo, um verbo, um adjetivo ou outro advérbio"(advérbio). O fato é que essa semelhança de funções aproxima as duas categorias, e uma definição mais abrangente  de adjetivo, não só no PB mas em diversas línguas, seria "palavra que modifica / qualifica"     um substativo ou um verbo. Outra forma de ver os fatos é considerar, como fazem diversos autores, que os advérbios simplesmente não existem, o que existe é uma função adverbial que pode ser desempenhada pelas outras classes de palavras. É uma postura semelhante à nossa no que diz respeito aos pronomes, aqui são tratados como uma função e não como uma classe específica. 

         NÃO BASTA SÓ TER A REGRA GRAMATICAL, E SIM, SABER INTERPRETA-LÁ DE ACORDO COM O CONTEXTO. 
                            CONFIRA NO EXEMPLO ABAIXO. 
SOBRE O USO DOS ADJETIVOS EM FUNÇÃO ADVERBIAL, É FÁCIL CITAR EXEMPLOS:

  

        Fale ilimitado em DDD, DDI, para telefone fixo ou celular.
        Fala sério!
        Ela canta bonito.
        Ele canta muito desafinado. 
        Pega leve! 
        Você agiu certo! 
        Ele fala muito rápido... 
        Acho que já comi bastante. 

                Coletado na gramática pedagógica do Português Brasileiro / Autor Marcos Bagno. (Português Semântico) / Instrumental 

Veja nesta semana novas dicas. O assunto não para por aí!

sábado, 8 de junho de 2013

Pratique e atualize o seu português - Regência



Hoje teremos um brinde: 3 questões seguidas sobre Regência. Preparem-se

 01) (TRE -RJ) " porque implica em cobrar o tempo " / porque implica cobrar o tempo. A construção do verbo implicar com a preposição em resulta, provavelmente, de um cruzamento sintático com verbo sinônimo (importar), sendo considerada errônea por alguns gramáticos. A alternativa em que há erro de regência na segunda das sentenças é:

A) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto.
B) Esquecemos facilmente o belo arrazoado aquiniano. / Esquecemo-nos facilmente do belo arrazoado aquiniano.
C) Queremos informar-lhes que nossos juros são baixos. / Queremos informá-los de que nossos juros são baixos.
D) Ainda nos lembramos da belíssima aula de filosofia tomista. / Ainda nos lembra a belíssima aula de filosofia tomista.
E) Se cobrar juros é pecado, chamamos de pecadores todos os banqueiros. / Se cobrar juros é pecado, chamamos pecadores a todos os banqueiros.


02) (TRE-RJ) A desigualdade jurídica do feudalismo.......... alude o autor se faz presente ainda hoje nos países......... terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam -se corretamente as lacunas da sentença acima com :

A) A QUAL / CUJAS
B) A QUE / EM CUJAS
C) Á QUAL / EM CUJA AS
D) O QUAL / POR CUJAS
E) AO QUAL / CUJA AS


 03) Coloque a crase se for necessário. Interprete de acordo com o contexto.

 Em resumo, a presidente disse o seguinte: " Eu não concordo com políticas de combate a inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico, até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade. Tivemos um baixo crescimento no ano passado e houve um aumento da inflação porque teve um choque de oferta devido a crise ".



Na quarta postaremos o gabarito comentado.

Não perca tempo! Atualize seu português com a professora Juliana Gouvêa! Os concursos estão aí: TJ-MG (oportunidade para 2º e 3º graus) UEMG e BC.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Curiosidades da Língua Portuguesa




Já perceberam as diferenças que existem entre o modo de falar do português e o modo de falar nosso, brasileiro?


Veja esse exemplo:

Diferença no uso da língua

Por exemplo, você se chama Sílvia e um português muito amigo seu quer convidar você para jantar. Ele provavelmente vai perguntar: "A Sílvia janta conosco?" Se você não estiver acostumada esse uso diferente, poderá pensar que ele está falando de uma outra Sílvia, e não de você. Porque, no Brasil, um amigo faria o mesmo convite mais ou menos assim: "Sílvia, você quer jantar com a gente?" Nós não temos, como os portugueses, o hábito de falar diretamente com alguém como se esse alguém fosse uma terceira pessoa... 

    Veja como o povo brasileiro não tem costume de usar o pronome no dia a dia, principalmente, na sua fala (a oralidade regional).
    
        Cheguei na bera do porto 
        Onde as onda se espaia.
        As garça dá meia volta,
        Senta na bera da praia.
        E o cuitelinho não gosta 
        que o botão de rosa caia.

        Quando eu vim de minha terra,
        despedi da parentaia.
        Eu entrei no Mato Grosso,
        dei em terras paraguaia.
        Lá tinha revolução, 
        enfrentei fortes bataia.

        A tua saudade corta 
        como o aço de navaia, 
        O coração fica aflito,
         bate uma, a otra faia.
        E os oio se enche d'água 
       que até a vista se atrapaia. 

A CANÇÃO "Cuitelinho", na voz de Nara Leão. Marcos Bagno (A língua de Eulália). 

OBSERVAÇÃO: Esse texto é coloquial (vocabulário popular), visto que não há necessidade da colocação pronominal, pois o seu público não é letrado. O revisor de texto tem que possuir não só o conhecimento linguístico, mas sim a distinção.


Fiquem atentos aos posts da Professora Juliana Gouvêa. Sempre teremos muitas dicas aqui!

sábado, 25 de maio de 2013

PECULIARIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA

PORTUGUÊS CLÁSSICO / PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO


Segue o exemplo abaixo 

REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA

PERGUNTAR ALGUÉM ALGUMA COISA
EX:  "Perguntou-o que homem era" (Santo Graal, séc. XIV)

REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA


PERGUNTAR A ALGUÉM ALGUMA COISA
EX: "Na quarta passada , Roberto Justus perguntou a um participante o nome do personagem de Conan Doyle que vivia na Baker Street "

REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA
   
COMEÇAR + INFINITIVO
EX: "Começou fazer suas orações" (S.Josafate , séc.XVI)

Começar de + infinitivo

"Começou de chamar por Galatea" ( Pe.Manuel Bernardes ,séc.XVII)


REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
    
Começar a + infinitivo
"Pelo plano, dez mil máquinas iriam para quarenta e quatro cidades de um projeto - piloto e a novidade racionalizadora começaria a funcionar em 2001"

REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA

Desejar a + infinitivo
"Deseja a morrer(Cancioneiro da Vaticana ,séc.XIII)

Desejar de + infinitivo
"Deseja de Comprar-vos para gênero" (Camões Lusíadas , séc.XVI )

REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA

Desejar + infinitivo
"A oposição também vai disputar as eleições de 2010 e não desejaria sofrer desgaste diante do eleitorado mais pobre"

REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA

Cuidar a +infinitivo
"E o comde cuidou logo a ser morto " ( Livro das Linhagens ,séc.XIV )

REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
 Cuidou de + infinitivo

"Chegado ao poder em 5 de julho de 1932, Salazar cuidou de preparar a base constitucional e legislativa do Estado Novo"

                    
Considerações a respeito das regências:  Isso aconteceu com muitos verbos na história da língua. Mudaram de regência (ou passaram a admitir duas ou mais regências), ao longo do tempo.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

"Tu" ou "você"?

       

    VEJA A PRÓXIMA DICA :    

        - Puxa vida, como você é bonita e que lindas borboletas TE acompanham!.
No uso culto da língua, que é formal e cuidadoso, não misturamos pessoas gramaticais. Se usamos você, não podemos usar tu [....]. No uso informal da língua, falamos à vontade, de modo espontâneo. (Oliveira e Campos, 2005, 5:101).


          OBSERVAÇÃO: O primeiro equívoco está na afirmação "o uso culto da língua ...... é formal e cuidadoso". Ela simplesmente nega a existência de um uso culto informal e espontâneo. Em seguida, quem usa te em correlação com você não está "misturando pessoas gramaticais ", está simplesmente usando o ip oblíquo que corresponde tanto a tu quanto a você.


Ainda ficaram dúvidas quanto à utilização do "tu" e do "você"? Entre em contato com a professora Juliana Gouvêa e entenda melhor essa relação.

domingo, 12 de maio de 2013

Quando usar corretamente o "tu" ou o "você"?



        VEJA O EXEMPLO: 


                Quando estamos conversando  com as pessoas, podemos trata-lás de diversas formas, como, por exemplo, por TU ou por VOCÊ. Ao escolher uma dessas formas de tratamento, o falante deve mante-lá até o fim de sua conversa. Não deve, por exemplo, dirigir-se a alguém empregando TU e logo em seguida empregar VOCÊ. Deve manter a uniformidade de tratamento. Na linguagem coloquial, é comum ignorar-se essa regra . Faz-se uma mistura de formas de tratamento (FARACO E MOURA, 2005,5 : 222).



                 O discurso aqui é injuntivo e dogmático, sem explicações que justifiquem suas prescrições. Por que é preciso manter "até o fim" a suposta "uniformidade de tratamento"? Quem é que, numa conversa espontânea com pessoas íntimas ,impõe a si mesmo esse controle? Quem é que se detém, num diálogo íntimo, para comentar a ilusória "mistura de tratamento"? Por que desejar que alguém, na fala espontânea, nas negociações verbais, fique atento a uma suposta regra que não pertence à gramática de sua língua? (MAGNO BAGNO).


E você? Utiliza a forma culta da língua portuguesa em seus escritos?  E na comunicação oral também toma esse cuidado?

Dúvidas? Entre em contato com a professora Juliana Gouvêa e agende seu horário!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Resposta do post: "A interferência da oralidade..."


Apesar de tentar chamar a atenção do usuário da língua portuguesa  para a realidade dos usos dos pronomes, os autores insistem em usa a expressão mistura de tratamento e em associá-la à "linguagem coloquial". Além disso, os IP de 2ª pessoa mais usados (tu e você) são indicadores de muita intimidade entre os interlocutores ou, no mínimo, de informalidade de tratamento (caso de você). Ora, se assim é, fica incoerente distinguir uma "linguagem formal" de uma "linguagem coloquial" quando o assunto é a interlocução entre pessoas íntimas. 

  Ainda nesse exemplo, observe-se essa orientação: 

    Devemos empregar tu ou você? tanto faz. As duas formas são válidas. Embora muitas pessoas atualmente empreguem você para se dirigir ao interlocutor, em algumas cidades e Estados brasileiros predomina o emprego do pronome reto tu. Também é comum haver a mistura das duas formas de tratamento, como, por exemplo,na frase: 'Não te convidei porque você não poderia ir'. Se, no entanto, o locutor pretende usar a língua de acordo com a variedade padrão, deve optar por uma das formas de tratamento: 'Não te convidei porque tu não poderias ir' ou 'Não o convidei porque você não poderia ir'. (Cereja e Magalhães,2005,5:189). Aqui novamente cabe perguntar: quem é que se refere a seu interlocutor usando tu ou você "variedade padrão", se tais pronomes indicam o grau máximo de intimidade e de informalidade? A probabilidade de ocorrência das opções oferecidas pelos autores é baixíssima: a primeira ("Não te convidei porque tu não poderias ir")  caracteriza variedades regionais (do sul, por exemplo) pode até ser ouvida eventualmente; a segunda, no entanto ("não convidei porque você não poderia ir"), só mesmo numa linguagem extremamente artificial, no mínimo jocosa e, sobretudo, nada brasileira. 


Façam o curso de português com a Professora Juliana Gouvêa e prepare-se para os concursos públicos de 2013!

terça-feira, 16 de abril de 2013

A Particularidade da Oração Subordinada Adjetiva


FIQUEM ATENTOS MAIS UMA PEGADINHA DA LÍNGUA PORTUGUESA

    

        Quando entramos no terreno das sentenças subordinadas adjetivas, todo cuidado é pouco - estamos numa área pantanosa, num solo instável e movediço. Nesse pântano estão afundando, talvez para sempre, várias regras gramaticais da nossa língua. As sentenças adjetivas (também chamadas relativas nos estudos linguísticos) representam uma estratégia de encaixamento sintático.

            EX: Meu tio Jonh é americano 
                   Meu tio Jonh não fala português 
            Meu Tio Jonh que é americano não fala português. 

    Por representar uma estrutura de encaixamento, a sentença adjetiva também é uma estratégia de síntese numa língua predominantemente analítica. Nessa síntese, a palavra que desempenha dois papéis: retorna anaforicamente o sujeito da sentença matriz e serve de transpositor, recategorizando a sentença encaixada como um adjetivo. Ora, as sentenças adjetivas - em diversas línguas românicas, línguas analíticas por excelência - têm sofrido um processo de desmonte: a palavra que se despronominalizou, perdeu sua função anafórica, e se transformou em mero conector entre duas sentenças independentes. A função anafórica (não é adjetiva) passa a ser exercida por pronomes de não-pessoa:
            EX: EU TENHO UM CONHECIDO, ALIÁS, UM AMIGO COMUM NOSSO QUE ELE É ESPECIALISTA EM COMIDA INTERNACIONAL.

Entre em contato com a Professora Juliana Gouvêa e fique por dentro das pegadinhas da língua portuguesa!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A INTERFERÊNCIA DA ORALIDADE EM RELAÇÃO A ESCRITA

 

ESTAMOS LIDANDO COM A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA.

Esta cartinha foi escrita às pressas. Por distração, o Dudu fez uma 'salada de pronomes'. Veja se você consegue melhorar a forma como foi redigida, aproximando-a da norma culta:

Querido vô,Tô com vontade de te contar as novidades. Logo vou te fazer uma visita. Será que o senhor não me emprestava aquela sua coleção de moedas pra mim levar na escola?
Eu devolvo ela logo, não precisa se preocupar. Me mande uma resposta. Seu neto preferido(e único), Dudu.

 
Fiquem atentos, na sexta sai o gabarito comentado!          
VALORIZE A LÍNGUA PORTUGUESA, TOMANDO AULA  COM JULIANA ROCHA GOUVÊA.

domingo, 24 de março de 2013

Não existe texto descartável. O que existe é a oralidade regional



      Observamos ao ler o Depoimento de D.Dirce. 

     Leia com atenção o texto abaixo. Em seguida, proceda à análise do texto, entendendo o que pensa quem nele se posiciona. 

        D. Dirce 

     Cê-acha que existe alguma cidade de dentro d' água que a gente num sabe? Se existe, talvez pode ir pra lá matar, entendeu? 
     Pesquisar como a gente pesquisa sobre a água, sobre os bicho que existe na água, entendeu? Eles também deve ter curiosidade sobre nós que vivemos aqui sobre a terra, entendeu? Pode pegar pra levar pra pesquisar. Porque a gente assim pequeno que vai tomar banho, de três, quatro ano, ele pega e leva pra fora.... pra água e ninguém nunca mais acha não! E talvez ele matasse....você falou certo.


     Talvez se ele matasse, ela boiava, né? Mas só que nunca ninguém encontrou, entendeu? Ele levou e desapareceu mesmo! Agora se encantou pra virar como eles, isso também [faz um ar de interrogação] eu num sei. Fica pontinho, pontinho e....sei não!  

(Depoimento de D.Dirce, para a obra Oralidade e Literatura, manifestações e abordagens no Brasil, organizado por Frederico Augusto Garcia Fernandes) 



OBSERVAÇÃO A SER CONSIDERADA PELOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA
Por isso, no processo de alfabetização, o agente alfabetizador precisa ter plena consciência de que nem tudo o que se escreve se pronuncia, nem tudo o que se pronuncia se escreve, e que a ortografia é um conjunto de símbolos, em boa medida arbitrariamente escolhidos, empregados para escrever, os quais, como todo símbolo, exigem um conhecimento prévio para          sua interpretação, uma iniciação, uma vez que seu significado não pode ser deduzido apenas de sua figura. Nem tudo que parece um O soa[o]. Por isso, a ortografia nunca deve ser considerada como um "retrato fiel" da língua falada. Também é preciso estar ciente de que não é a escrita que determina a fala, mas exatamente o contrário:  para tentar registrar a língua falada é que surgiu a escrita. E não  há nada na escrita que faça dela uma entidade supostamente mais importante e mais organizada do que a língua falada. Essa suposta importância é fruto exclusivo de fenômenos socioculturais e político-ideológicos relacionados à natureza grafocêntrica das sociedades ocidentais.


Dúvidas? Entre em contato com a Professora Juliana Gouvêa!

terça-feira, 19 de março de 2013

Curiosidades da oralidade



            BOÊMIA, BOEMIA

            BOÊMIA - Ambas as formas designam vida noturna, vida alegre e despreocupada. A forma boêmia, porém, é mais erudita. *Na Lapa, cheia de encantos e de BOÊMIA  airada, o barzinho estava repleto
* Mariano, personagem central de "Memórias de um gigolô" foi meu amigo de BOEMIA.

            2-A forma boêmia é, ainda, o feminino do adjetivo e do substtantivo boêmio, que se refere a pessoa que tem esse modo de vida.
* O estilo é simples, quase bobo, mas os fatos que narra e as opiniões que dá sobre a vida BOÊMIA ajudam a entender uma época.

             3-   O substativo próprio geográfico tem apenas uma forma: BOÊMIA.
* No salão de visitas o lustre da Boêmia pendia, faiscando cristais móveis. 


Fiquem atentos para as próximas postagens da Professora Juliana Gouvêa!

quarta-feira, 6 de março de 2013

A interferência da oralidade na escrita - Comentários

No sábado publicamos um texto escrito por um adulto em processo de alfabetização. Hoje comentaremos alguns aspectos dele:


froresta- esse é um indício de que o autor desse texto provém de uma comunidade em que os encontros consonantais de oclusiva + /l/ não fazem parte da fonologia da variedade linguística ali falada. Conforme já estudamos, o fenômeno do rotacismo esteve presente na formação histórica da língua, e os falantes de VLE que se valem dele estão simplesmente levando adiante uma tendência muita antiga na história do idioma. Nesse caso, portanto, não se trata de erro de ortografia, mas de uma variedade linguística que apresenta outro sistema fonético, diferente do das variedades urbanas de prestígio.

pichos-
é comum, no início da aprendizagem da escrita, ocorrer troca de letras que representam sons que têm traços em comum, como é o caso de [B] e [P], ambas bilabiais e oclusivas, diferentes somente pelo traço de  vozeamento (O[B] é sonoro e o [P] é surdo). O mesmo se dá mais adiante com a grafia gegou no lugar de chegou: são duas palatais que só diferem, mais uma vez, pelo traço de vozeamento sonoro e surdo.



Se prepare com a professora Juliana Gouvêa e obtenha sucesso em vestibulares e concursos!

sábado, 2 de março de 2013

A Interferência da oralidade na escrita


Observamos tanto nos adultos como nas crianças em processi de alfabetização

Exemplo de um texto escrito por uma pessoa adulta em processo de alfabetização:


    VIAJATES DA FRORESTA

        Era uma ves uma froresta que não tinha quase
        os pichos que foram embora e a família de um esquilo
        um dia o esquilo falou mamãe eu posso proucura um luga
        para nos morar? ela falou não e muinto perigoso ele falou
        mas mamãe eu sou o mas velho decho eu ir tá bem falou
        sua mãe ele partio e ele enfentou muntos dizafios
        para chegar na outra froresta que procurou, procurou,
        procurou, procurou e achou ele arrumou a casa que
        fica numa arvore tava perto de uma grande tem
        pestade que era munto forte ele correu, correu, correu,
        correu ele não gegou a tem[po?] e a chuva caio e ele cheg[?]
        la na onde a mãe dele estava no outro dia eles
        foram para casa nova e vivero felises.


O que vocês tem a dizer sobre este texto? Na quarta publicaremos os comentários sobre ele.