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terça-feira, 28 de outubro de 2014
O Poder da Interpretação
LER É ESSENCIAL, MAS INTERPRETAR É PRIMORDIAL, PARA QUE POSSA SER BEM SUCEDIDO NA RELEITURA.
AUTORRETRATO
Sou o fantasma de um rei
Que sem cessar percorre
As salas de um palácio abandonado...
Minha história não sei...
Longe de mim, fumo de eu pensá-la, morre
A ideia de que teve algum passado...
Eu não sei o que sou
Não sei se sou o sonho
Que alguém do outro mundo esteja tendo...
Creio talvez que estou
Sendo um perfil causal de rei tristonho
Duma história que um deus está relendo...
Veja o que tem por trás do poema de Fernando Pessoa
Exercite a sua releitura (a capacidade de ler entre linhas,ou seja, buscar o sentido figurado do poema)
Mar português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosse nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
Pessoa, Fernando. Mensagem.Intr.notas explicativas e bibliog.de Carlos Felipe Moisés. São Paulo, Difel, 1986.p.53.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Resposta do post: "A interferência da oralidade..."
Apesar de tentar chamar a atenção do usuário da língua portuguesa para a realidade dos usos dos pronomes, os autores
insistem em usa a expressão mistura de tratamento e em associá-la à
"linguagem coloquial". Além disso, os IP de 2ª pessoa mais usados
(tu e você) são indicadores de muita intimidade entre os
interlocutores ou, no mínimo, de informalidade de tratamento (caso de
você). Ora, se assim é, fica incoerente distinguir uma "linguagem
formal" de uma "linguagem coloquial" quando o assunto é a
interlocução entre pessoas íntimas.
Ainda nesse exemplo, observe-se essa orientação:
Devemos empregar tu ou você? tanto faz. As duas formas
são válidas. Embora muitas pessoas atualmente empreguem você para se
dirigir ao interlocutor, em algumas cidades e Estados brasileiros
predomina o emprego do pronome reto tu. Também é comum haver a
mistura das duas formas de tratamento, como, por exemplo,na frase:
'Não te convidei porque você não poderia ir'. Se,
no entanto, o locutor pretende usar a língua de acordo com a
variedade padrão, deve optar por uma das formas de tratamento: 'Não
te convidei porque tu não poderias ir' ou 'Não o convidei porque
você não poderia ir'. (Cereja e Magalhães,2005,5:189). Aqui
novamente cabe perguntar: quem é que se refere a seu interlocutor
usando tu ou você "variedade padrão", se tais pronomes indicam o
grau máximo de intimidade e de informalidade? A probabilidade de
ocorrência das opções oferecidas pelos autores é baixíssima: a
primeira ("Não te convidei porque tu não poderias ir")
caracteriza variedades regionais (do sul, por exemplo) pode até
ser ouvida eventualmente; a segunda, no entanto ("não convidei
porque você não poderia ir"), só mesmo numa linguagem extremamente
artificial, no mínimo jocosa e, sobretudo, nada brasileira.
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domingo, 27 de janeiro de 2013
Pegadinhas da Língua Portuguesa
DICAS PARA NÃO
ERRAREM MAIS
Prestem atenção:
bem criado, bem-criado.
Bem criado - (sem hífen) - É a sequência do advérbio bem e do particípio criado: EX: Só de boi em tempo de corte, tem duas mil cabeças, não contando com as madeiras bem mamadas e bem criadas de minhas posses.....
Bem-criado - (com hífen) - É o adjetivo composto que significa "que tem boas maneiras", "bem-educado". EX: Enquanto o menino BEM-CRIADO de Manhattan aciona na Internet o centro de pesquisas de Harvard para fazer seu trabalho de escola, o do Bronx terá que se contentar com a biblioteca local.
Aguarde mais novidades. ATUALIZE COM JULIANA GOUVÊA .
Prestem atenção:
bem criado, bem-criado.
Bem criado - (sem hífen) - É a sequência do advérbio bem e do particípio criado: EX: Só de boi em tempo de corte, tem duas mil cabeças, não contando com as madeiras bem mamadas e bem criadas de minhas posses.....
Bem-criado - (com hífen) - É o adjetivo composto que significa "que tem boas maneiras", "bem-educado". EX: Enquanto o menino BEM-CRIADO de Manhattan aciona na Internet o centro de pesquisas de Harvard para fazer seu trabalho de escola, o do Bronx terá que se contentar com a biblioteca local.
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Temporalidade textual - Texto corrigido e comentado
Produção
industrial cresce 1,5% em agosto, diz IBGE
Em relação ao mesmo período de 2011, atividade fabril teve queda de 2%. Em 12 meses, recuo é de 2,9%, o mais intenso desde janeiro de 2010.
A produção da indústria brasileira registrou alta de 1,5% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta terça-feira (2). O crescimento de 1,5% em agosto é o maior desde maio de 2011, quando fora de 1,6%. Os três meses de taxas positivas, que acumularam alta de 2,3%, eliminam as perdas de 1,8% acumuladas nos meses de março, abril e maio.
Na comparação com agosto de 2011, houve queda de 2%- a 12ª taxa negativa seguida nesse tipo de análise. No ano, a taxa acumula recuo de 3,4% e, em 12 meses, queda de 2,9%- a mais intensa desde janeiro de 2010, quando chegou a -5%. Requero atenção para esse ponto: na análise por setores, a pesquisa mostra que 20 dos 27 ramos registraram aumento na produção, com destaque para o setor de veículos automotores, que subiu 3,3%, puxado pelo crescimento na produção de automóveis. Essa é a terceira alta positiva seguida. Isso interveio na economia em geral.
Também tiveram influência sobre o resultado de agosto as produções dos setores alimentos (2,1%), fumo(35,0%), refino de petróleo e produção de álcool (2,5%), outros produtos químicos (1,9%), farmacêutica (3,1%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (5,9%), os quais provêem da região Sudeste.
Na análise entre as categorias de uso, a de bens de consumo duráveis cresceu 2,6%, representando a maior alta no mês e acumulando alta de 9,4%. O segmento de bens intermediários cresceu 2,0% e o de bens de consumo semi e não duráveis 1,2%. O setor produtor de bens de capital mostrou alta de 0,3% em agosto.
Desempenho no ano.
No ano, a produção industrial mostrou taxas negativas em todas as categorias de uso, em 18 dos 27ramos, em 48 dos 76 sub-setores e em 57,5% dos 755 produtos pesquisados pelo IBGE. É provável que, entre os setores, o de veículos automotores, que mostrou queda de 16,3%, esteje a maior influência negativa na formação do índice geral, já que não reaveu o crescimento da década anterior.
O IBGE chama a atenção para que, caso eles contradizerem a última pesquisa, os dados devem ser reavaliados.
GABARITO COMENTADO REFERENTE AOS VERBOS MAL EMPREGADOS:
FORA: mesmo sendo aplicado, ele deve exprimir um fato passado, anterior ao outro igualmente passado, o que não o caso da oração analisada, já que esse verbo fora (ERRADO) remete a um fato já afirmado "(....) O crescimento de 1,5% em agosto é o maior desde maio de 2011, quando tinha sido ( CORRETO) de 1,6%.
ELIMINAM: presente.perf. do indicativo. Deve ser empregado o pretérito perfeito, já que a frase denota um fato decorrido. "(...) eliminam (ERRADO) ELIMINARAM(CORRETO) as perdas de 1,8% acumuladas nos meses de março, abril e maio."
REQUERO: pres.perf. do indicativo. Em primeiro lugar, este verbo está na 1ª pessoa, e o texto está na 3ª pessoa; não é possível conjuguar este verbo na 1ªpessoa. A forma correta do verbo requerer na 1ª pessoa do singular no presente perfeito do indicativo é requeiro(CORRETO). Esta frase deve ser reescrita, entre outras formas, assim: "Requere-se atenção para esse ponto".
É: pres.perf.do indicativo. O correto para essa frase é : "Essa foi (CORRETO) a terceira positiva seguida."Pois trata-se de um fato ocorrido.
INTERVIU: pret.imperf. do indicativo. A forma correta para o verbo intervir na 3ª pessoa do pretérito perfeito é interveio (CORRETO).
PROVÊEM: de acordo com a nova ortografia da língua portuguesa, não se acentua mais a palavra proveem (CORRETO).
ESTEJE: imperativo afirmativo. O verbo está escrito errado, o correto esteja. O correto para a frase é o verbo ser no imperativo afirmativo: "É provável que, entre os setores, o de veículos automotores, que mostrou queda de 16,3% seja (CORRETO) a maior influência negativa na formação do índice geral".
REAVEU: A forma deste verbo é reouve (CORRETO) .
CONTRADIZEREM: infinitivo pessoal do imperativo. A forma correta de conjugar este VERBO neste tempo e modo é CONTRADIGAM(CORRETO).
Em relação ao mesmo período de 2011, atividade fabril teve queda de 2%. Em 12 meses, recuo é de 2,9%, o mais intenso desde janeiro de 2010.
A produção da indústria brasileira registrou alta de 1,5% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgado nesta terça-feira (2). O crescimento de 1,5% em agosto é o maior desde maio de 2011, quando fora de 1,6%. Os três meses de taxas positivas, que acumularam alta de 2,3%, eliminam as perdas de 1,8% acumuladas nos meses de março, abril e maio.
Na comparação com agosto de 2011, houve queda de 2%- a 12ª taxa negativa seguida nesse tipo de análise. No ano, a taxa acumula recuo de 3,4% e, em 12 meses, queda de 2,9%- a mais intensa desde janeiro de 2010, quando chegou a -5%. Requero atenção para esse ponto: na análise por setores, a pesquisa mostra que 20 dos 27 ramos registraram aumento na produção, com destaque para o setor de veículos automotores, que subiu 3,3%, puxado pelo crescimento na produção de automóveis. Essa é a terceira alta positiva seguida. Isso interveio na economia em geral.
Também tiveram influência sobre o resultado de agosto as produções dos setores alimentos (2,1%), fumo(35,0%), refino de petróleo e produção de álcool (2,5%), outros produtos químicos (1,9%), farmacêutica (3,1%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (5,9%), os quais provêem da região Sudeste.
Na análise entre as categorias de uso, a de bens de consumo duráveis cresceu 2,6%, representando a maior alta no mês e acumulando alta de 9,4%. O segmento de bens intermediários cresceu 2,0% e o de bens de consumo semi e não duráveis 1,2%. O setor produtor de bens de capital mostrou alta de 0,3% em agosto.
Desempenho no ano.
No ano, a produção industrial mostrou taxas negativas em todas as categorias de uso, em 18 dos 27ramos, em 48 dos 76 sub-setores e em 57,5% dos 755 produtos pesquisados pelo IBGE. É provável que, entre os setores, o de veículos automotores, que mostrou queda de 16,3%, esteje a maior influência negativa na formação do índice geral, já que não reaveu o crescimento da década anterior.
O IBGE chama a atenção para que, caso eles contradizerem a última pesquisa, os dados devem ser reavaliados.
GABARITO COMENTADO REFERENTE AOS VERBOS MAL EMPREGADOS:
FORA: mesmo sendo aplicado, ele deve exprimir um fato passado, anterior ao outro igualmente passado, o que não o caso da oração analisada, já que esse verbo fora (ERRADO) remete a um fato já afirmado "(....) O crescimento de 1,5% em agosto é o maior desde maio de 2011, quando tinha sido ( CORRETO) de 1,6%.
ELIMINAM: presente.perf. do indicativo. Deve ser empregado o pretérito perfeito, já que a frase denota um fato decorrido. "(...) eliminam (ERRADO) ELIMINARAM(CORRETO) as perdas de 1,8% acumuladas nos meses de março, abril e maio."
REQUERO: pres.perf. do indicativo. Em primeiro lugar, este verbo está na 1ª pessoa, e o texto está na 3ª pessoa; não é possível conjuguar este verbo na 1ªpessoa. A forma correta do verbo requerer na 1ª pessoa do singular no presente perfeito do indicativo é requeiro(CORRETO). Esta frase deve ser reescrita, entre outras formas, assim: "Requere-se atenção para esse ponto".
É: pres.perf.do indicativo. O correto para essa frase é : "Essa foi (CORRETO) a terceira positiva seguida."Pois trata-se de um fato ocorrido.
INTERVIU: pret.imperf. do indicativo. A forma correta para o verbo intervir na 3ª pessoa do pretérito perfeito é interveio (CORRETO).
PROVÊEM: de acordo com a nova ortografia da língua portuguesa, não se acentua mais a palavra proveem (CORRETO).
ESTEJE: imperativo afirmativo. O verbo está escrito errado, o correto esteja. O correto para a frase é o verbo ser no imperativo afirmativo: "É provável que, entre os setores, o de veículos automotores, que mostrou queda de 16,3% seja (CORRETO) a maior influência negativa na formação do índice geral".
REAVEU: A forma deste verbo é reouve (CORRETO) .
CONTRADIZEREM: infinitivo pessoal do imperativo. A forma correta de conjugar este VERBO neste tempo e modo é CONTRADIGAM(CORRETO).
Desejamos a todos um 2013 de muito sucesso e conquistas!
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domingo, 23 de setembro de 2012
Interprete pelo sentido figurativo da palavra (conotativo)
Instituto Rio Branco.
Através de grossas portas,
sentem-se luzes acesas,
- e há indagações minuciosas
dentro das casas fronteiras:
olhos colados aos vidros,
mulheres e homens à espreita,
caras disformes de insônia,
vigiando as ações alheias.
Pelas frestas das esteiras,
agudas setas atiram
a inveja e a maledicência.
Palavras conjeturadas
oscilam no ar de surpresa,
como peludas aranhas
na gosma das teias densas,
rápidas e envenenadas,
engenhosas, sorrateiras.
Atrás de portas fechadas ,
à luz de velas acessas ,
brilham fardas e casacas ,
junto com batinas pretas .
Uns são reinóis, uns , mazombos ;
e pensam de mil maneiras ;
mas citam Vergílio e Horácio ,
e refletem , e argumentam ,
falam de minas e impostos ,
de lavras e de fazendas ,
de ministros e rainhas
e das colônias inglesas .
Atrás de portas fechadas ,
à luz de velas acesas ,
entre sigilo e espionagem ,
acontece a Inconfidência .
E diz o Vigário ao Poeta :
"Escreva-me aquela letra
do versinho de Vergílio ....."
E dá-lhe o papel e a pena.
E diz o Poeta ao Vigário,
com dramática prudência:
"Tenha meus dedos cortados,
antes que tal verso escrevam..."
LIBERDADE, AINDA QUE TARDE,
ouve-se em redor da mesa.
E a bandeira já está viva,
e sobe, da noite imensa.
E os seus tristes inventores
já são réus-pois se atreveram
a falar em Liberdade
(que ninguém sabe o que seja).
E a vizinhança não dorme:
murmura, imagina, inventa.
Não fica bandeira escrita,
mas fica escrita a sentença.
Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência.
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto acima, julgue (C ou E) os itens a seguir:
1. ( ) Entende-se da leitura do poema que os inconfidentes foram sentenciados por atuarem contra os interesses da Coroa portuguesa, mas não por haverem registrado, na bandeira criada, o anseio por liberdade.
2. ( ) Nos dois primeiros versos, o eu lírico alude ao sigilo dos inconfidentes por meio de paradoxo e sinestesia.
3. ( ) No trecho "Uns são reinóis, uns, mazombos;/ e pensam de mil maneiras;/ mas citam Vergílio e Horácio,/ e refletem, e argumentam,"(v.23-26), fica evidenciado que, independentemente da origem social, os inconfidentes compartilhavam o mesmo grau de erudição.
4. ( ) Da leitura da quarta estrofe (v.35-50) depreende-se que a palavra liberdade é o fulcro vital da bandeira dos inconfidentes e representa a finalidade do engajamento político daquele grupo.
GABARITO COMENTADO:
1. ERRADO
2. CORRETA
3. ERRADO
4. CORRETA
COMENTÁRIO DA QUESTÃO 3.
O trecho que levou a extrapolação do poema, ou seja, ambiguidade em relação à ideia poética é: fica evidenciado que, independentemente da origem social...
Isto confirma mais uma vez a habilidade interpretativa que o candidato tem que adquirir na hora de enfrentar um concurso público.
Venha se atualizar no curso Juliana Gouvêa e aumente suas chances de ter uma boa colocação em concursos, ENEM e vestibulares!
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Local:
Belo Horizonte - MG, Brasil
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