Português é o Diferencial! Prepare-se com a Professora Juliana Gouvêa e tenha ótimos resultados!

Ligue já e inscreva-se!
(31) 3293-4290
Mostrando postagens com marcador Oralidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Oralidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dúvidas? Erros com frequência? Curiosidades Regionais



 Você fala 'brasileiro' ? 
 As curiosas diferenças regionais de nossos jeitos de falar.


 Saia da comodidade
 "Conheça as variações linguísticas regionais , possuindo uma riqueza de falares de valor incalculável, infelizmente ainda pouco conhecida e valorizada" . 
 Por Edmilson José de Sá


 Curiosidades regionais
 Divisões dialetais e subfalares brasileiros

 Ex. No norte, há uma predominância pelo alçamento da vogal /o/que se transforma em /u/. Canoa lá é pronunciada canua, coco é pronunciado como cuco, coisa é pronunciada cuisa. Segue uma expressão características da região, como, por exemplo: mão de mucura assada: sovina 

 Curiosidades regionais na fala do sudeste 

Quanto ao léxico, algumas expressões são corriqueiras em São Paulo:
Ex:
Guia: meio fio.
Mina: menina, garota, namorada.


A cidade de Cuiabá, por sua vez, passou a ter um falar característico graças ao contato do português colonizador com as influências das línguas indígenas locais, como o bororó, resultou no dialeto cuiabano, principalmente na palatalização da fricativa e da oclusiva dental. Vale a pena ver como eles se expressam. 



Exemplo regional: arroz-de-festa: denominação de quem não perde nenhuma festa. Está sempre em festa. 
 "ele vai a casamento, batizado, primeira comunhão, crisma, formatura...  É um arroz de festa." 
 
Observação : diante do que foi apresentado, tem-se, aqui, a prova viva de iniciarmos uma reflexão sobre o lugar "a importância da gramática reflexiva, contemporânea" no conjunto da língua interativa "a sociolinguística". 
 Retirado da Revista Língua Portuguesa


Venha conhecer, um pouco mais, sobre a interferência da oralidade na escrita, é só abrir o blog Juliana Gouvêa .

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

NOVIDADES REFERENTE A LINGUAGEM COLOQUIAL VERSUS A LINGUAGEM FORMAL


 
PRECONCEITO LINGUÍSTICO.

O caso dos abundantes se dá quando popularizam-se diferentes formas verbais, criando conjuguações duplas para uma mesma pessoa, tempo, número ou modo verbal: é o caso de imprimido e impresso. 

A VELHA SABEDORIA POPULAR:
IMPRESSO OU IMPRIMIDO? 

            As vezes, verbos diferentes, ou pelo menos com empregos diversos, se utilizam do mesmo particípio. É o caso do verbo imprimir, que pode ser usado com o sentido de reprodução de caracteres ou de aplicar (imprimir velocidade a um carro, por exemplo).
             Como resolver um problema desses? O ideal é "Eu tinha imprimido  farto material escrito" ou "Eu tinha impresso farto material escrito"? O povo, espontaneamente, vai dando solução. Vem optando por ficar com impresso, esse particípio irregular, para a impressão de material escrito ou gravado e com imprimido, particípio regular, com o segundo sentido, de aplicar velocidade: "Ele tinha imprimido mais velocidade ao carro e aos poucos se aproximava dos da frente "e" Eu tinha impresso farto material escolar!".
             O povo acaba resolvendo a seu jeito esse tipo de problema. Quem ainda usa cozer, que se confundia na pronúncia com coser? Resultado da homofonia: os dois verbos praticamente estão mortos, o primeiro substituído por cozinhar, e o segundo por costurar. Pronto, desfeita a confusão. Com a indefinição de poço e poça também se resolveu: o de profundidade, vertical, portanto, é poço; o de superfície, horizontal, é poça. E assim vai: copo é para beber;  copa é onde se bebe ou come, etc. Sapiência popular.

                                   CONSIDERAÇÕES FINAIS
DEVEMOS ADQUIRIR, UMA NOVA VISÃO EM RELAÇÃO A LÍNGUA PORTUGUESA, SABENDO USÁ-LA E INTERPRETÁ-LA; DE ACORDO COM AS CIRCUNSTÂNCIAS ORAIS E ESCRITAS: RESPEITANDO A GRAMÁTICA E SEMPRE REATIVANDO O ENSINO DA NOSSA LÍNGUA; GRAMÁTICA REFLEXIVA.

domingo, 11 de agosto de 2013

A importância da fala na linguagem



 "A fala é o dia a dia do falante, com menor preocupação gramatical e maior ênfase e sentidos, que guiam a comunicação" 

 Confusão e insegurança na pronúncia (a interferência da oralidade na escrita) / O grande desafio da Língua Portuguesa em relação a escrita e a Língua falada envolvendo a sociedade, ou seja, sociolínguistica.  

        Talvez o medo de errar a pronúncia de verbos ainda não defectivos seja um desses fortes fatores transformadores. Veja, como a oralidade interfere na escrita, "eu não compito com ele abertamente",  de maneira que muita gente reluta para dizer isso", achando que, se o verbo é competir, por que teria essa forma compito? Mas nessa mesma linha não vejo ninguém com receio de dizer "eu não confiro dados de banco "! Ora, confiro é formas do verbo conferir, ou seja, convivemos bem com uma forma consagrada e tememos a forma menos usual. Assim, se as pessoas vão deixando de empregar os verbos por esse tipo de medo, a tendência deles é ficar com defeito. 
        Peguemos o verbo polir. Ainda que seja um verbo sem defeito, a primeira pessoa do presente do indicativo é pulo, mas corre-se o risco de confundir com a forma pulo do verbo pular. Numa frase como "eu pulo meu carro uma vez por mês", o que será que o interlocutor ou leitor entenderá? Acaba ficando ambígua, apesar da dificuldade evidente e aparente de se pular um carro. O mais lógico aqui seria polir. Por achar que essa confusão é insuperável, vai-se deixando de usar essa forma do verbo polir e ela simplesmente morre, transformando-o num defectivo, o que ocorrerá brevemente . 
          
                Considerações finais: Gramática nunca mais / Veja o exemplo  

                                          Variações de registro - oralidade e escrita 

    Segundo Marcuschi ," A oralidade seria uma prática social interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas e gêneros textuais" 
                            Veja , então, aqui o trecho da entrevista, num bate papo informal. 

    P: Como é o dia a dia na vida de vocês aqui na comunidade ?
    E1:Ah! Nóis levanta cedo pra ir da iscola
    E2: Também nóis ajuda nossos pais, joga bola solta pipa .
    P: Vocês nasceram aqui na comunidade, vocês gostam daqui? 
    E1: Opa! Aqui é nossa vida, aqui todo mundo conhece todo mundo. 
    E2: Ali na esquina, tem um sapatero que é meu tio, ele é muito manero, o senhor conhece ele? 
    P: Não! Por que você diz que seu tio é muito maneiro? 
    E2: Ah! Porque ele é divertido, é brincalhão, zua todo mundo, é legal!
    P: Então! O que vocês esperam do futuro? 
    E1: Eu quero istuda e fazê faculdade, quero sê adevogado.
    E2: Ah! Eu num sei ainda o que eu quero não! 
Eu trabalho de pegá caxa de papelão na rua, sabe!

      OBSERVAÇÕES A SEREM CONSIDERADAS. 
Pôde-se observar nesta pesquisa o registro de algumas palavras na escrita, a expectativa, devido ao tempo de escolarização desses informantes, seria um maior número de acertos quanto a fala, mas o que pôde-se observar é que os erros não eram esperados, pois ocorreu informações que esses informantes eram letrados, apesar dos "erros". 
 Entende-se, então, que o comportamento das semivogais altas glides/i/ e /u/ tanto na "ditongação" e "monotongação"e, sobretudo na fala, é considerado normal em algumas regiões, comunidades e nível social.

     NÃO SÓ ATUALIZE MAS APRIMORE SEU PORTUGUÊS CADA VEZ MAIS NO CURSO JULIANA ROCHA GOUVÊA.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

GABARITO COMENTADO DA NARRATIVA ORAL


                RETEXTUALIZAÇÃO 1: aluno de Letras, UFPE,4º Período.

                        
Bem, eu tenho uma família pequena- meu pai, minha mãe e meu irmão. Tenho um irmão pequeno de dez anos que influência em nada. Minha mãe é uma pessoa superlegal.

               RETEXTUALIZAÇÃO 2: aluna de Letras, UFPE, 4º Período.
                        
- Bem, eu vou falar sobre a minha família, sobre meus pais, o que acho deles e como eles me tratam.
                         - A minha família é pequena, composta pelo meu pai, minha mãe e um  irmão pequeno de dez anos que não influencia em nada. Minha mãe é superlegal!
Obrigado Marquinho. Um bom final de semana.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Até que ponto a oralidade interfere na escrita?



Curiosidades da língua / Da fala para escrita


O Preconceito línguistico 

        Quando definimos o que é a oralidade: uma prática social interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas ou gêneros textuais baseados na realidade sonora; ela vai desde uma realização mais informal à mais formal nos mais variados contextos de uso. A língua não existe. O que existe, concretamente, são falantes da língua, seres humanos com história, cultura, crenças, desejo e poder de ação. A língua muda porque os falantes, todos, são dotados de extraordinárias capacidades cognitivas, de um cérebro que o tempo todo, a cada instante, está processando e reprocessando a língua, que é o mais importante vínculo de cada indivíduo com o universo que o rodeia e o mais importante cimento de construção da identidade de um grupo humano. Podemos observar melhor através desses dois textos.

Veja o exemplo de uma narrativa oral (uma jovem de 17 anos)

        NARRATIVA ORAL .

    eh.... eu vou falar sobre a minha família.....
 sobre os meus país ...... o que eu acho deles .......
como eles me tratam....... bem....eu tenho uma família ......
pequena ....ela é composta pelo meu pai ..... pela minha mãe ....
pelo meu irmão ..... eu tenho um irmão pequeno de ...... dez anos ......
   eh.....o mei irmão não influencia em nada ..... a minha mãe é uma pessoa
 superlegal.....sabe?
     
Da fala para a escrita -atividades de retextualização / Luiz Antônio Marcuschi . 
                                               
      Obsv: esse texto como vocês podem notar é oral, principalmente, os marcadores conversacionais do tipo
eh, de, do, da, dos (definimos esses marcadores como hesitações). Isso acontece de geração em geração (sociolinguística define isso de mudança em tempo aparente). Essa observação foi tirada da Gramática pedagógica do Português Brasileiro/Marcos Bagno (autor do livro preconceito linguístico ).

O desafio está lançado, transforme o texto oral em texto escrito sem alterar o sentido. Aguardo a resposta no Facebook!!!


http://www.facebook.com/juliana.gouvea.77

sábado, 29 de junho de 2013

Até que ponto a oralidade é aceita? É positiva ou negativa?


     
A oralidade é positiva quando estudamos as teorias linguísticas voltadas para a contemporaneidade tendo a seguinte função: mostrar que as palavras navegam pela nebulosa da língua sem respeitar fronteiras rígidas, sem se encaixar de uma vez por todas nessa ou naquela classe. E que as classes gramaticais não são compartimentos fechados mas, sim, domínios conceituais como centro mais definido e bordas extremamente fluídas, por onde as palavras podem entrar e sair sem dificuldade (linguagem figurada). Podemos observar na obra de MEIRELES C.
     
     Veja como a autora tem a capacidade de brincar com as palavras dando vida, movimento  na hora de interpreta-lás. 
   
Aí, palavras, aí, palavras 
que estranha potência a vossa! 

Todo o sentido da vida.
principia a vossa porta:
o mel do amor cristaliza 
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois a audácia,
calúnia, fúria, derrota...

A liberdade das almas,
aí! Com letras se elabora...
E dos venenos humanos 
sois a mais fina retorta:
frágil, frágil, como o vidro 
e mais que o aço poderosa!
Reis, impérios, povos, tempos,
pelo vosso impulso rodam... 

        MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985(fragmento). 

    OBS: Palavras não são conceituadas, apenas usadas e aplicadas de acordo com o contexto (no sentido metafórico).


Fiquem atentos aos novos posts do blog da Professora Juliana Gouvêa!

domingo, 12 de maio de 2013

Quando usar corretamente o "tu" ou o "você"?



        VEJA O EXEMPLO: 


                Quando estamos conversando  com as pessoas, podemos trata-lás de diversas formas, como, por exemplo, por TU ou por VOCÊ. Ao escolher uma dessas formas de tratamento, o falante deve mante-lá até o fim de sua conversa. Não deve, por exemplo, dirigir-se a alguém empregando TU e logo em seguida empregar VOCÊ. Deve manter a uniformidade de tratamento. Na linguagem coloquial, é comum ignorar-se essa regra . Faz-se uma mistura de formas de tratamento (FARACO E MOURA, 2005,5 : 222).



                 O discurso aqui é injuntivo e dogmático, sem explicações que justifiquem suas prescrições. Por que é preciso manter "até o fim" a suposta "uniformidade de tratamento"? Quem é que, numa conversa espontânea com pessoas íntimas ,impõe a si mesmo esse controle? Quem é que se detém, num diálogo íntimo, para comentar a ilusória "mistura de tratamento"? Por que desejar que alguém, na fala espontânea, nas negociações verbais, fique atento a uma suposta regra que não pertence à gramática de sua língua? (MAGNO BAGNO).


E você? Utiliza a forma culta da língua portuguesa em seus escritos?  E na comunicação oral também toma esse cuidado?

Dúvidas? Entre em contato com a professora Juliana Gouvêa e agende seu horário!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Resposta do post: "A interferência da oralidade..."


Apesar de tentar chamar a atenção do usuário da língua portuguesa  para a realidade dos usos dos pronomes, os autores insistem em usa a expressão mistura de tratamento e em associá-la à "linguagem coloquial". Além disso, os IP de 2ª pessoa mais usados (tu e você) são indicadores de muita intimidade entre os interlocutores ou, no mínimo, de informalidade de tratamento (caso de você). Ora, se assim é, fica incoerente distinguir uma "linguagem formal" de uma "linguagem coloquial" quando o assunto é a interlocução entre pessoas íntimas. 

  Ainda nesse exemplo, observe-se essa orientação: 

    Devemos empregar tu ou você? tanto faz. As duas formas são válidas. Embora muitas pessoas atualmente empreguem você para se dirigir ao interlocutor, em algumas cidades e Estados brasileiros predomina o emprego do pronome reto tu. Também é comum haver a mistura das duas formas de tratamento, como, por exemplo,na frase: 'Não te convidei porque você não poderia ir'. Se, no entanto, o locutor pretende usar a língua de acordo com a variedade padrão, deve optar por uma das formas de tratamento: 'Não te convidei porque tu não poderias ir' ou 'Não o convidei porque você não poderia ir'. (Cereja e Magalhães,2005,5:189). Aqui novamente cabe perguntar: quem é que se refere a seu interlocutor usando tu ou você "variedade padrão", se tais pronomes indicam o grau máximo de intimidade e de informalidade? A probabilidade de ocorrência das opções oferecidas pelos autores é baixíssima: a primeira ("Não te convidei porque tu não poderias ir")  caracteriza variedades regionais (do sul, por exemplo) pode até ser ouvida eventualmente; a segunda, no entanto ("não convidei porque você não poderia ir"), só mesmo numa linguagem extremamente artificial, no mínimo jocosa e, sobretudo, nada brasileira. 


Façam o curso de português com a Professora Juliana Gouvêa e prepare-se para os concursos públicos de 2013!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A interferência na oralidade na escrita em relação ao uso do pronome de tratamento

                
Todas as considerações a respeito desse assunto sobre o uso dos pronomes de tratamento evidentemente se aplicam à linguagem formal. Na linguagem coloquial, a mistura de tratamento é bastante comum. Assim, dificilmente você ouvirá, no dia a dia, os pronomes oblíquos (os, as) associados aos pronomes de tratamento. Em vez de: 'Você me pediu que o ajudasse em suas dificuldades' será mais comum ouvir: 'Você me pediu que te ajudasse em suas (tuas) dificuldades'.

Você já notou este tipo de interferência? Saberia dar exemplos práticos?

Na sexta voltaremos a falar sobre este assunto.

Tire dúvidas com a Professora Juliana Gouvêa!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Não existe texto ruim. O que existe é o texto mal-elaborado (Reformulado)

Abaixo a reformulação do texto do último post:


          Em função da teoria da Educação das Espécies, é o que possibilita a formação mundial, a qual, conhecemos como sobrevivência dos mais aptos ao ambiente. A seleção natural se baseia na escolha dos aspectos mais úteis. Essas somente se originam a partir da determinação por/ ou através das mutações, em códigos genéticos com o passar do tempo.  
   Se no âmbito biológico as variações são imprescindíveis/essenciais à vida, no sociológico não é diferente. Uma vez que todos fossem iguais, seríamos atingidos pelos mesmos problemas sem perspectiva de resolução, visto que ou já que todas as ideias seriam semelhantes.
               Logo, a maioria das pessoas está inserida em um contexto social. Contudo; grandes inovações se fazem a partir do reconhecimento da individualidade de seus integrantes. Assim, é de nossa responsabilidade respeitar nossos semelhantes independente do sexo, raça, idade, religião, visto que dependemos mutuamente.
        Obviamente nem todas as diferenças são benéficas. Por exemplo, a diferença entre classes sociais não poderia assumir tal demissão. Para somá-la, necessitamos de uma melhor distribuição de renda aliada a oportunidade do trabalho, educação e saúde para todos.
            Devemos, assim, nos conscientizar que somos todos iguais em espécie,porém, conviver com as diferenças (por mais difícil que pareça), por isso elas nos enriquecem como pessoas. Nossos esforços, devem ser voltados contra discriminação anacrônica e via, racismo ou perseguições religiosas. Estas não nos levam a lugar algum, apenas nos desqualificam como seres humanos.


Entre em contato com a Professora Juliana Gouvea e saiba mais!

domingo, 24 de março de 2013

Não existe texto descartável. O que existe é a oralidade regional



      Observamos ao ler o Depoimento de D.Dirce. 

     Leia com atenção o texto abaixo. Em seguida, proceda à análise do texto, entendendo o que pensa quem nele se posiciona. 

        D. Dirce 

     Cê-acha que existe alguma cidade de dentro d' água que a gente num sabe? Se existe, talvez pode ir pra lá matar, entendeu? 
     Pesquisar como a gente pesquisa sobre a água, sobre os bicho que existe na água, entendeu? Eles também deve ter curiosidade sobre nós que vivemos aqui sobre a terra, entendeu? Pode pegar pra levar pra pesquisar. Porque a gente assim pequeno que vai tomar banho, de três, quatro ano, ele pega e leva pra fora.... pra água e ninguém nunca mais acha não! E talvez ele matasse....você falou certo.


     Talvez se ele matasse, ela boiava, né? Mas só que nunca ninguém encontrou, entendeu? Ele levou e desapareceu mesmo! Agora se encantou pra virar como eles, isso também [faz um ar de interrogação] eu num sei. Fica pontinho, pontinho e....sei não!  

(Depoimento de D.Dirce, para a obra Oralidade e Literatura, manifestações e abordagens no Brasil, organizado por Frederico Augusto Garcia Fernandes) 



OBSERVAÇÃO A SER CONSIDERADA PELOS USUÁRIOS DA LÍNGUA PORTUGUESA
Por isso, no processo de alfabetização, o agente alfabetizador precisa ter plena consciência de que nem tudo o que se escreve se pronuncia, nem tudo o que se pronuncia se escreve, e que a ortografia é um conjunto de símbolos, em boa medida arbitrariamente escolhidos, empregados para escrever, os quais, como todo símbolo, exigem um conhecimento prévio para          sua interpretação, uma iniciação, uma vez que seu significado não pode ser deduzido apenas de sua figura. Nem tudo que parece um O soa[o]. Por isso, a ortografia nunca deve ser considerada como um "retrato fiel" da língua falada. Também é preciso estar ciente de que não é a escrita que determina a fala, mas exatamente o contrário:  para tentar registrar a língua falada é que surgiu a escrita. E não  há nada na escrita que faça dela uma entidade supostamente mais importante e mais organizada do que a língua falada. Essa suposta importância é fruto exclusivo de fenômenos socioculturais e político-ideológicos relacionados à natureza grafocêntrica das sociedades ocidentais.


Dúvidas? Entre em contato com a Professora Juliana Gouvêa!

terça-feira, 19 de março de 2013

Curiosidades da oralidade



            BOÊMIA, BOEMIA

            BOÊMIA - Ambas as formas designam vida noturna, vida alegre e despreocupada. A forma boêmia, porém, é mais erudita. *Na Lapa, cheia de encantos e de BOÊMIA  airada, o barzinho estava repleto
* Mariano, personagem central de "Memórias de um gigolô" foi meu amigo de BOEMIA.

            2-A forma boêmia é, ainda, o feminino do adjetivo e do substtantivo boêmio, que se refere a pessoa que tem esse modo de vida.
* O estilo é simples, quase bobo, mas os fatos que narra e as opiniões que dá sobre a vida BOÊMIA ajudam a entender uma época.

             3-   O substativo próprio geográfico tem apenas uma forma: BOÊMIA.
* No salão de visitas o lustre da Boêmia pendia, faiscando cristais móveis. 


Fiquem atentos para as próximas postagens da Professora Juliana Gouvêa!