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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O cardápio e a Crase





Saber interpretar? Identificar  aspectos gramaticais indevidos no texto? Saber reestruturar frases má construídas?

TIRE TODAS ESSAS DÚVIDAS NO CURSO JULIANA GOUVÊA.

O cardápio e a crase
O caso

            A comida estava insossa, o atendimento foi "amargo" e a conta ficou "salgada".
             É... alguns restaurantes estão devendo qualidade.
             E, se não bastasse tudo isso, ainda tem o menu. Bem, eu prefiro cardápio. Se possível, escrito em bom português. [...]
             Dizem que, se os nossos cardápios fossem escritos em língua portuguesa, haveria um "festival de crase". É verdade. Nos nomes da maioria dos pratos, está subentendida a expressão "à moda de".[...]
             No entanto, devemos tomar alguns cuidados. Um "churrasco à Oswaldo Aranha" merece o acento de crase, pois significa um churrasco "à moda ou ao estilo de Oswaldo Aranha". Isso não ocorre no "frango a passarinho"[...]. Outro caso semelhante é o "bife a cavalo". [...]
             Pelo visto, a crase está tirando a fome de muita gente.
             Pior é o restaurante que faz "entregas à domicílio". [...] Na verdade, nem a preposição "a" se justifica[...]
SILVA, Sérgio Nogueira Duarte da. Língua viva II: uma análise simples e bem- humorada da linguagem do brasileiro. Rio de Janeiro: Rocco, 1999 p.49-50. (Fragmento).

Comentários pertinentes ao texto acima: a crase não deve ser vista, somente, sobre o ponto de vista gramatical e sim, da natureza sintático-semântica do verbo que lhe serve de núcleo "Regência Verbal". Podemos notar no verbo "entregar"  foi empregado o uso do sinal da crase: Além do aspecto verbal é também uma locução adverbial feminina locativa (lugar - entregas à domicílio).
Teste não só os conhecimentos gramaticais, mas acrescente os seus conhecimentos linguísticos, aplicando-os nos exercícios seguintes.

        1.
COLOQUE, QUANDO FOR NECESSÁRIO, O ACENTO INDICATIVO DA CRASE NOS ENUNCIADOS A SEGUIR E JUSTIFIQUE SUA RESPOSTA.

          I.
IREMOS A UMA FESTA NA CASA DE ALGUNS CONHECIDOS.
         
II.FICAR FRENTE A FRENTE COM ELE NÃO FOI AGRADÁVEL.
          III. CARLOS FOI A REUNIÃO DA EMPRESA BASTANTE EMPOLGADO.
         
IV.NÃO COMPETE A MIM JULGAR QUALQUER PESSOA.


Prepare-se com a Professora Juliana Gouvêa e sinta a diferença!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Gabarito - Regência

  GABARITO COMENTADO

QUESTÃO 01
 A ) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto - correta, pelo seguinte motivo: a construção está correta porque o verbo preferir está empregado no sentido adequado “preferir uma coisa a outra. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto - errada; a construção está indevida nunca deve usar o verbo preferir no sentido de "preferir mais uma coisa do que outra ".

QUESTÃO 02
 A letra b encontra correta. O verbo aludir - verbo transitivo indireto - exige sempre a preposição a. / em cujas está empregado no sentido de demarcação pelo seguinte motivo:  a partícula atrativa "nos países " deixa claro que foi usado como uma preposição locativa " em" .

QUESTÃO 03
É obrigatório e não facultativo tanto à inflação e à crise.
Observação: a palavra feminina pela masculina - devido ao aumento (a explicação refere a palavra crise), tome cuidado com a regência do verbo; verifique a transitividade verbal se é direto ou indireto, intransitivo. A regência é indireta.


Fiquem atentos aos próximos posts!

sábado, 8 de junho de 2013

Pratique e atualize o seu português - Regência



Hoje teremos um brinde: 3 questões seguidas sobre Regência. Preparem-se

 01) (TRE -RJ) " porque implica em cobrar o tempo " / porque implica cobrar o tempo. A construção do verbo implicar com a preposição em resulta, provavelmente, de um cruzamento sintático com verbo sinônimo (importar), sendo considerada errônea por alguns gramáticos. A alternativa em que há erro de regência na segunda das sentenças é:

A) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto.
B) Esquecemos facilmente o belo arrazoado aquiniano. / Esquecemo-nos facilmente do belo arrazoado aquiniano.
C) Queremos informar-lhes que nossos juros são baixos. / Queremos informá-los de que nossos juros são baixos.
D) Ainda nos lembramos da belíssima aula de filosofia tomista. / Ainda nos lembra a belíssima aula de filosofia tomista.
E) Se cobrar juros é pecado, chamamos de pecadores todos os banqueiros. / Se cobrar juros é pecado, chamamos pecadores a todos os banqueiros.


02) (TRE-RJ) A desigualdade jurídica do feudalismo.......... alude o autor se faz presente ainda hoje nos países......... terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam -se corretamente as lacunas da sentença acima com :

A) A QUAL / CUJAS
B) A QUE / EM CUJAS
C) Á QUAL / EM CUJA AS
D) O QUAL / POR CUJAS
E) AO QUAL / CUJA AS


 03) Coloque a crase se for necessário. Interprete de acordo com o contexto.

 Em resumo, a presidente disse o seguinte: " Eu não concordo com políticas de combate a inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico, até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade. Tivemos um baixo crescimento no ano passado e houve um aumento da inflação porque teve um choque de oferta devido a crise ".



Na quarta postaremos o gabarito comentado.

Não perca tempo! Atualize seu português com a professora Juliana Gouvêa! Os concursos estão aí: TJ-MG (oportunidade para 2º e 3º graus) UEMG e BC.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA: O "A CRASEADO" E SEUS PROBLEMAS


     MAIS FREQUENTES OCORRÊNCIAS QUE PODE OCORRER NA ORALIDADE "A CRASE".
1-
Risco de ambiguidade.
EX:
Recomendei a cozinheira à empresa.
OBS: Por isso, é muito maior a probabilidade de ocorrência de (fala)- Ausência de crase: Recomendei a cozinheira para a empresa, ou Recomendei para a cozinheira a empresa.

2-
Risco de ambiguidade.
EX:
Conheço a mãe do Pedro/ Falei à mãe do Pedro.
OBS: Nenhum brasileiro confunde, por exemplo, poço e posso nem colher(verbo) e colher (nome), porque nós temos essa alternância entre vogal fechada e vogal aberta no caso do "o" e do "e". Mas nosso ouvido não reconhece dois sons em "a mãe" e "à mãe". O acento grave pode ser útil para os portugueses porque avisa que aquele "a" deve ser pronunciado aberto- para nós, brasileiros, porém, mesmo que estivesse sem acento, a pronúncia não seria diferente.

3- Uso correto da escrita.
EX: "Fui
à casa de Marta" ou "Antônia vai às compras".
OBS:
São exemplos pouco felizes e pouco didáticos simplesmente porque quase ninguém no Brasil fala assim hoje em dia, sendo muitíssimo mais frequentes ocorrências como: "Fui na/ para a casa de Marta" e "Antônia foi fazer compras".

DEIXAMOS AQUI A REFLEXÃO O"A CRASEADO".

É muito importante que recolham não só "a craseado", mas também o contexto
em que ele aparece. Para isso, diremos aos alunos que copiem tudo o que estiver entre o ponto final imediatamente anterior e o ponto final imediatamente seguinte. Por exemplo, não copiar simplesmente:

"à janela", mas sim

 "Isabel apareceu à janela do palácio e dirigiu um belo sorriso à multidão"

SOMENTE ASSIM PODEMOS LEVAR OS ALUNOS A DEDUZIR AS REGRAS DE USO DO ACENTO INDICADOR DE CRASE: investigando o contexto sintático maior em que o acento vai aparecer.







Quer saber mais sobre esse e outros assuntos que lhe ajudarão a ser bem colocado(a) naquele concurso que você tanto quer? Entre em contato com a professora Juliana Gouvêa e veja como!