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segunda-feira, 8 de julho de 2013

GABARITO COMENTADO DA NARRATIVA ORAL


                RETEXTUALIZAÇÃO 1: aluno de Letras, UFPE,4º Período.

                        
Bem, eu tenho uma família pequena- meu pai, minha mãe e meu irmão. Tenho um irmão pequeno de dez anos que influência em nada. Minha mãe é uma pessoa superlegal.

               RETEXTUALIZAÇÃO 2: aluna de Letras, UFPE, 4º Período.
                        
- Bem, eu vou falar sobre a minha família, sobre meus pais, o que acho deles e como eles me tratam.
                         - A minha família é pequena, composta pelo meu pai, minha mãe e um  irmão pequeno de dez anos que não influencia em nada. Minha mãe é superlegal!
Obrigado Marquinho. Um bom final de semana.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Até que ponto a oralidade interfere na escrita?



Curiosidades da língua / Da fala para escrita


O Preconceito línguistico 

        Quando definimos o que é a oralidade: uma prática social interativa para fins comunicativos que se apresenta sob variadas formas ou gêneros textuais baseados na realidade sonora; ela vai desde uma realização mais informal à mais formal nos mais variados contextos de uso. A língua não existe. O que existe, concretamente, são falantes da língua, seres humanos com história, cultura, crenças, desejo e poder de ação. A língua muda porque os falantes, todos, são dotados de extraordinárias capacidades cognitivas, de um cérebro que o tempo todo, a cada instante, está processando e reprocessando a língua, que é o mais importante vínculo de cada indivíduo com o universo que o rodeia e o mais importante cimento de construção da identidade de um grupo humano. Podemos observar melhor através desses dois textos.

Veja o exemplo de uma narrativa oral (uma jovem de 17 anos)

        NARRATIVA ORAL .

    eh.... eu vou falar sobre a minha família.....
 sobre os meus país ...... o que eu acho deles .......
como eles me tratam....... bem....eu tenho uma família ......
pequena ....ela é composta pelo meu pai ..... pela minha mãe ....
pelo meu irmão ..... eu tenho um irmão pequeno de ...... dez anos ......
   eh.....o mei irmão não influencia em nada ..... a minha mãe é uma pessoa
 superlegal.....sabe?
     
Da fala para a escrita -atividades de retextualização / Luiz Antônio Marcuschi . 
                                               
      Obsv: esse texto como vocês podem notar é oral, principalmente, os marcadores conversacionais do tipo
eh, de, do, da, dos (definimos esses marcadores como hesitações). Isso acontece de geração em geração (sociolinguística define isso de mudança em tempo aparente). Essa observação foi tirada da Gramática pedagógica do Português Brasileiro/Marcos Bagno (autor do livro preconceito linguístico ).

O desafio está lançado, transforme o texto oral em texto escrito sem alterar o sentido. Aguardo a resposta no Facebook!!!


http://www.facebook.com/juliana.gouvea.77

sábado, 29 de junho de 2013

Até que ponto a oralidade é aceita? É positiva ou negativa?


     
A oralidade é positiva quando estudamos as teorias linguísticas voltadas para a contemporaneidade tendo a seguinte função: mostrar que as palavras navegam pela nebulosa da língua sem respeitar fronteiras rígidas, sem se encaixar de uma vez por todas nessa ou naquela classe. E que as classes gramaticais não são compartimentos fechados mas, sim, domínios conceituais como centro mais definido e bordas extremamente fluídas, por onde as palavras podem entrar e sair sem dificuldade (linguagem figurada). Podemos observar na obra de MEIRELES C.
     
     Veja como a autora tem a capacidade de brincar com as palavras dando vida, movimento  na hora de interpreta-lás. 
   
Aí, palavras, aí, palavras 
que estranha potência a vossa! 

Todo o sentido da vida.
principia a vossa porta:
o mel do amor cristaliza 
seu perfume em vossa rosa;
sois o sonho e sois a audácia,
calúnia, fúria, derrota...

A liberdade das almas,
aí! Com letras se elabora...
E dos venenos humanos 
sois a mais fina retorta:
frágil, frágil, como o vidro 
e mais que o aço poderosa!
Reis, impérios, povos, tempos,
pelo vosso impulso rodam... 

        MEIRELES, C. Obra poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1985(fragmento). 

    OBS: Palavras não são conceituadas, apenas usadas e aplicadas de acordo com o contexto (no sentido metafórico).


Fiquem atentos aos novos posts do blog da Professora Juliana Gouvêa!

domingo, 16 de junho de 2013

Adjetivo ou Advérbio




REPARE COMO A LÍNGUA PORTUGUESA É RICA

    Os adjetivos, no entanto, ainda se enfronharam em outras aventuras gramaticais. Não contentes em serem equiparados aos verbos, depois aos nomes e,  por fim, ganharem casa própria, os adjetivos também costumam fazer as vezes de seus primos advérbios. 
     O termo latino adverbium traduz o grego epirrhema, e ambos significam "junto ao verbo". Ora, já vimos que adjectivum significa "colocado junto a". Essas duas categorias de palavras são tradicionalmente definidas como "palavra que modifica / qualifica um substantivo(adjetivo)  e "palavra que modifca / qualifica um substantivo, um verbo, um adjetivo ou outro advérbio"(advérbio). O fato é que essa semelhança de funções aproxima as duas categorias, e uma definição mais abrangente  de adjetivo, não só no PB mas em diversas línguas, seria "palavra que modifica / qualifica"     um substativo ou um verbo. Outra forma de ver os fatos é considerar, como fazem diversos autores, que os advérbios simplesmente não existem, o que existe é uma função adverbial que pode ser desempenhada pelas outras classes de palavras. É uma postura semelhante à nossa no que diz respeito aos pronomes, aqui são tratados como uma função e não como uma classe específica. 

         NÃO BASTA SÓ TER A REGRA GRAMATICAL, E SIM, SABER INTERPRETA-LÁ DE ACORDO COM O CONTEXTO. 
                            CONFIRA NO EXEMPLO ABAIXO. 
SOBRE O USO DOS ADJETIVOS EM FUNÇÃO ADVERBIAL, É FÁCIL CITAR EXEMPLOS:

  

        Fale ilimitado em DDD, DDI, para telefone fixo ou celular.
        Fala sério!
        Ela canta bonito.
        Ele canta muito desafinado. 
        Pega leve! 
        Você agiu certo! 
        Ele fala muito rápido... 
        Acho que já comi bastante. 

                Coletado na gramática pedagógica do Português Brasileiro / Autor Marcos Bagno. (Português Semântico) / Instrumental 

Veja nesta semana novas dicas. O assunto não para por aí!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Gabarito - Regência

  GABARITO COMENTADO

QUESTÃO 01
 A ) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto - correta, pelo seguinte motivo: a construção está correta porque o verbo preferir está empregado no sentido adequado “preferir uma coisa a outra. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto - errada; a construção está indevida nunca deve usar o verbo preferir no sentido de "preferir mais uma coisa do que outra ".

QUESTÃO 02
 A letra b encontra correta. O verbo aludir - verbo transitivo indireto - exige sempre a preposição a. / em cujas está empregado no sentido de demarcação pelo seguinte motivo:  a partícula atrativa "nos países " deixa claro que foi usado como uma preposição locativa " em" .

QUESTÃO 03
É obrigatório e não facultativo tanto à inflação e à crise.
Observação: a palavra feminina pela masculina - devido ao aumento (a explicação refere a palavra crise), tome cuidado com a regência do verbo; verifique a transitividade verbal se é direto ou indireto, intransitivo. A regência é indireta.


Fiquem atentos aos próximos posts!

sábado, 8 de junho de 2013

Pratique e atualize o seu português - Regência



Hoje teremos um brinde: 3 questões seguidas sobre Regência. Preparem-se

 01) (TRE -RJ) " porque implica em cobrar o tempo " / porque implica cobrar o tempo. A construção do verbo implicar com a preposição em resulta, provavelmente, de um cruzamento sintático com verbo sinônimo (importar), sendo considerada errônea por alguns gramáticos. A alternativa em que há erro de regência na segunda das sentenças é:

A) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto.
B) Esquecemos facilmente o belo arrazoado aquiniano. / Esquecemo-nos facilmente do belo arrazoado aquiniano.
C) Queremos informar-lhes que nossos juros são baixos. / Queremos informá-los de que nossos juros são baixos.
D) Ainda nos lembramos da belíssima aula de filosofia tomista. / Ainda nos lembra a belíssima aula de filosofia tomista.
E) Se cobrar juros é pecado, chamamos de pecadores todos os banqueiros. / Se cobrar juros é pecado, chamamos pecadores a todos os banqueiros.


02) (TRE-RJ) A desigualdade jurídica do feudalismo.......... alude o autor se faz presente ainda hoje nos países......... terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam -se corretamente as lacunas da sentença acima com :

A) A QUAL / CUJAS
B) A QUE / EM CUJAS
C) Á QUAL / EM CUJA AS
D) O QUAL / POR CUJAS
E) AO QUAL / CUJA AS


 03) Coloque a crase se for necessário. Interprete de acordo com o contexto.

 Em resumo, a presidente disse o seguinte: " Eu não concordo com políticas de combate a inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico, até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade. Tivemos um baixo crescimento no ano passado e houve um aumento da inflação porque teve um choque de oferta devido a crise ".



Na quarta postaremos o gabarito comentado.

Não perca tempo! Atualize seu português com a professora Juliana Gouvêa! Os concursos estão aí: TJ-MG (oportunidade para 2º e 3º graus) UEMG e BC.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Curiosidades da Língua Portuguesa




Já perceberam as diferenças que existem entre o modo de falar do português e o modo de falar nosso, brasileiro?


Veja esse exemplo:

Diferença no uso da língua

Por exemplo, você se chama Sílvia e um português muito amigo seu quer convidar você para jantar. Ele provavelmente vai perguntar: "A Sílvia janta conosco?" Se você não estiver acostumada esse uso diferente, poderá pensar que ele está falando de uma outra Sílvia, e não de você. Porque, no Brasil, um amigo faria o mesmo convite mais ou menos assim: "Sílvia, você quer jantar com a gente?" Nós não temos, como os portugueses, o hábito de falar diretamente com alguém como se esse alguém fosse uma terceira pessoa... 

    Veja como o povo brasileiro não tem costume de usar o pronome no dia a dia, principalmente, na sua fala (a oralidade regional).
    
        Cheguei na bera do porto 
        Onde as onda se espaia.
        As garça dá meia volta,
        Senta na bera da praia.
        E o cuitelinho não gosta 
        que o botão de rosa caia.

        Quando eu vim de minha terra,
        despedi da parentaia.
        Eu entrei no Mato Grosso,
        dei em terras paraguaia.
        Lá tinha revolução, 
        enfrentei fortes bataia.

        A tua saudade corta 
        como o aço de navaia, 
        O coração fica aflito,
         bate uma, a otra faia.
        E os oio se enche d'água 
       que até a vista se atrapaia. 

A CANÇÃO "Cuitelinho", na voz de Nara Leão. Marcos Bagno (A língua de Eulália). 

OBSERVAÇÃO: Esse texto é coloquial (vocabulário popular), visto que não há necessidade da colocação pronominal, pois o seu público não é letrado. O revisor de texto tem que possuir não só o conhecimento linguístico, mas sim a distinção.


Fiquem atentos aos posts da Professora Juliana Gouvêa. Sempre teremos muitas dicas aqui!