PORTUGUÊS CLÁSSICO / PORTUGUÊS
CONTEMPORÂNEO
Segue o exemplo abaixo
REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA
PERGUNTAR ALGUÉM ALGUMA COISA
EX: "Perguntou-o que homem era" (Santo
Graal, séc. XIV)
REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
PERGUNTAR A ALGUÉM ALGUMA COISA
EX: "Na quarta passada , Roberto Justus perguntou a um
participante o nome do personagem de Conan Doyle que vivia
na Baker Street "
REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA
COMEÇAR + INFINITIVO
EX: "Começou fazer suas orações" (S.Josafate ,
séc.XVI)
Começar de + infinitivo
"Começou de chamar por Galatea" ( Pe.Manuel
Bernardes ,séc.XVII)
REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
Começar a + infinitivo
"Pelo plano, dez mil máquinas iriam para quarenta e quatro
cidades de um projeto - piloto e a novidade racionalizadora começaria
a funcionar em 2001"
REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA
Desejar a + infinitivo
"Deseja a morrer" (Cancioneiro da Vaticana
,séc.XIII)
Desejar de + infinitivo
"Deseja de Comprar-vos para gênero" (Camões Lusíadas ,
séc.XVI )
REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
Desejar + infinitivo
"A oposição também vai disputar as eleições de 2010 e não desejaria
sofrer desgaste diante do eleitorado mais pobre"
REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA
Cuidar a +infinitivo
"E o comde cuidou logo a ser morto " (
Livro das Linhagens ,séc.XIV )
REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
Cuidou de + infinitivo
"Chegado ao poder em 5 de julho de 1932, Salazar cuidou
de preparar a base constitucional e legislativa do Estado
Novo"
Considerações a respeito das regências: Isso aconteceu com muitos verbos na história da língua.
Mudaram de regência (ou passaram a admitir duas ou mais
regências), ao longo do tempo.
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sábado, 25 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
Gabarito: Preposição
GABARITO COMENTADO:
1. ERRADO. O USO DA PREPOSIÇÃO "de" é decorrente da regência de
"dúvida".
2. CERTO.
Para que você possa empregar as preposições é necessário que o aluno
tenha conhecimento prévio em relação a regência verbal.
Machado de Assis é exemplo literário e de vida em que devemos
seguir. Ele soube se conservar pequena grandeza conquistada. Suas
obras se transpõem para o mundo moderno com fidelidade da
imutabilidade da natureza humana. Em um de seus lampejos dizia que
algumas madames da sociedade carioca de sua época "não tinham
cultura, mas tinham finura." Digo eu, finura o tinha que nasceu
pigmeu e no confronto com a vida conseguiu se esmerar e morreu
gigante.
OBSERVAÇÃO: interprete a regência verbal descobrindo a
transitividade verbal.
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quinta-feira, 16 de maio de 2013
Preposições
1) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA BAHIA -2005) - CESPE /UNB
Não há dúvida de que, no inicio do século XXI, os Estados
Unidos da América chegaram mais perto do que nunca da possibilidade
de Constituição de um "império mundial". Mas, se o mundo
chegasse a esse ponto e constituísse um império global, isso
significaria - ao mesmo tempo e por definição - o fim do sistema
político interestatal. E o mais provável, do ponto de vista
econômico, é que tal transformação viesse a significar também o fim
do capitalismo. Em uma linguagem mais próxima da física e da
termodinâmica do que da dialética hegeliana, pode- se dizer que a
expansão do poder global na direção do império mundial é, ao mesmo
tempo, uma força que levaria o sistema mundial à entropia, ao
provocar sua homogeneização interna e o desaparecimento das
hierarquias e conflitos responsáveis pelo dinamismo e pela ordem do
próprio sistema.
José Luis Fiori-Correio Braziliense, 25/12/2004
Em relação ao texto acima, julgue os itens que seguem.
1. O emprego da preposição "de" em "Não há dúvida de que"(L.1)
justifica-se pela regência da forma verbal"há".
2. Como na sequência há um complemento oracional, a omissão da
preposição "de" em "Não há dúvida de que" (L.1) também estaria de
acordo com as exigências da norma escrita culta.
No sábado sai o gabarito comentado. Até lá, estude bem sobre as preposições!
quarta-feira, 15 de maio de 2013
"Tu" ou "você"?
VEJA A PRÓXIMA DICA :
- Puxa vida, como você é bonita e que lindas borboletas TE
acompanham!.
No uso culto da língua, que é formal e cuidadoso, não misturamos
pessoas gramaticais. Se usamos você, não podemos usar tu [....]. No
uso informal da língua, falamos à vontade, de modo espontâneo. (Oliveira e Campos, 2005, 5:101).
OBSERVAÇÃO: O primeiro equívoco está na
afirmação "o uso culto da língua ...... é formal e cuidadoso". Ela
simplesmente nega a existência de um uso culto informal e espontâneo. Em seguida, quem usa te em correlação com você não está
"misturando pessoas gramaticais ", está simplesmente usando o ip
oblíquo que corresponde tanto a tu quanto a você.
Ainda ficaram dúvidas quanto à utilização do "tu" e do "você"? Entre em contato com a professora Juliana Gouvêa e entenda melhor essa relação.
domingo, 12 de maio de 2013
Quando usar corretamente o "tu" ou o "você"?
VEJA O EXEMPLO:
Quando estamos conversando com as pessoas,
podemos trata-lás de diversas formas, como, por exemplo, por TU
ou por VOCÊ. Ao escolher uma dessas formas de
tratamento, o falante deve mante-lá até o fim de sua conversa.
Não deve, por exemplo, dirigir-se a alguém empregando TU e logo em
seguida empregar VOCÊ. Deve manter a uniformidade de tratamento.
Na linguagem coloquial, é comum ignorar-se essa regra . Faz-se uma
mistura de formas de tratamento (FARACO E MOURA, 2005,5 : 222).
O discurso aqui é injuntivo e dogmático, sem explicações
que justifiquem suas prescrições. Por que é preciso manter "até o
fim" a suposta "uniformidade de tratamento"? Quem é que, numa
conversa espontânea com pessoas íntimas ,impõe a si mesmo esse
controle? Quem é que se detém, num diálogo íntimo, para comentar
a ilusória "mistura de tratamento"? Por que desejar que alguém, na
fala espontânea, nas negociações verbais, fique atento a uma
suposta regra que não pertence à gramática de sua língua? (MAGNO BAGNO).
E você? Utiliza a forma culta da língua portuguesa em seus escritos? E na comunicação oral também toma esse cuidado?
Dúvidas? Entre em contato com a professora Juliana Gouvêa e agende seu horário!
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Resposta do post: "A interferência da oralidade..."
Apesar de tentar chamar a atenção do usuário da língua portuguesa para a realidade dos usos dos pronomes, os autores
insistem em usa a expressão mistura de tratamento e em associá-la à
"linguagem coloquial". Além disso, os IP de 2ª pessoa mais usados
(tu e você) são indicadores de muita intimidade entre os
interlocutores ou, no mínimo, de informalidade de tratamento (caso de
você). Ora, se assim é, fica incoerente distinguir uma "linguagem
formal" de uma "linguagem coloquial" quando o assunto é a
interlocução entre pessoas íntimas.
Ainda nesse exemplo, observe-se essa orientação:
Devemos empregar tu ou você? tanto faz. As duas formas
são válidas. Embora muitas pessoas atualmente empreguem você para se
dirigir ao interlocutor, em algumas cidades e Estados brasileiros
predomina o emprego do pronome reto tu. Também é comum haver a
mistura das duas formas de tratamento, como, por exemplo,na frase:
'Não te convidei porque você não poderia ir'. Se,
no entanto, o locutor pretende usar a língua de acordo com a
variedade padrão, deve optar por uma das formas de tratamento: 'Não
te convidei porque tu não poderias ir' ou 'Não o convidei porque
você não poderia ir'. (Cereja e Magalhães,2005,5:189). Aqui
novamente cabe perguntar: quem é que se refere a seu interlocutor
usando tu ou você "variedade padrão", se tais pronomes indicam o
grau máximo de intimidade e de informalidade? A probabilidade de
ocorrência das opções oferecidas pelos autores é baixíssima: a
primeira ("Não te convidei porque tu não poderias ir")
caracteriza variedades regionais (do sul, por exemplo) pode até
ser ouvida eventualmente; a segunda, no entanto ("não convidei
porque você não poderia ir"), só mesmo numa linguagem extremamente
artificial, no mínimo jocosa e, sobretudo, nada brasileira.
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quarta-feira, 1 de maio de 2013
A interferência na oralidade na escrita em relação ao uso do pronome de tratamento
Todas as considerações a respeito desse assunto sobre o uso dos pronomes de tratamento evidentemente se aplicam à linguagem formal. Na linguagem coloquial, a mistura de tratamento é bastante comum. Assim, dificilmente você ouvirá, no dia a dia, os pronomes oblíquos (os, as) associados aos pronomes de tratamento. Em vez de: 'Você me pediu que o ajudasse em suas dificuldades' será mais comum ouvir: 'Você me pediu que te ajudasse em suas (tuas) dificuldades'.
Você já notou este tipo de interferência? Saberia dar exemplos práticos?
Na sexta voltaremos a falar sobre este assunto.
Tire dúvidas com a Professora Juliana Gouvêa!
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