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domingo, 12 de outubro de 2014

Simuladão do Mês



APROVEITE O SIMULADÃO DO MÊS.

TESTE DE QUESTÕES RETIRADAS DE PROVAS RECENTES 


 01) " Bibliotecas. Vistas de dentro de grandes monumentos, elas parecem indestrutíveis. Mas, de fato, a história mostra que bibliotecas estão sempre sendo destruídas e cada vez que uma biblioteca vem abaixo muito da civilização desaba com ela"; a expressão DE FATO tem o valor de:

 A) Confirmação do que foi dito antes;
 B) Retificação de algo anterior;
 C) Explicação de algo já expresso;
 D) Ênfase a algo que vai ser dito;
 E) Conclusão de uma anterior.

 02) É um animal voraz, isto é, comilão....; o emprego de isto é nesse segmento do texto mostra que:

 A) voraz e comilão são palavras de significados diferentes;
 B) O autor empregou erradamente a palavra voraz;
 C) O autor quer explicar melhor o significado de voraz;
 D) Comilão é vocábulo mais raro do que voraz;
 E) O autor não está interessado em que o leitor entenda o que escreve.

 03) "a fazenda dormia num silêncio recluso, a casa estava de luto......" A figura de linguagem é empregada pelo autor neste trecho é:

 A) A metonímia;
 B) A antítese;
 C) A hipérbole;
 D) A metáfora;
 E) A prosopopeia ou a personificação.

 04) Texto para a questão 04.

 Leia o poema

 " Ó minha amada
 Que os olhos teus
 São cais noturnos
 Cheios de adeus
 São docas mansas
 Trilhando luzes
 Que brilham longe
 Longe nos breus...
 Ó minha amada
 Que olhos os teus
 Quanto mistério
 Nos olhos teus
 Quantos saveiros
 Quantos navios
 Quantos naufrágios
 Nos olhos teus..."

 Poema dos olhos da Amada, Vinícius de Morais 

 04) A invocação da amada (v.1), a associação dos olhos com o cais (v.2 e 3), a qualidade atribuída às docas (v.5) e a repetição do vocábulo "quantos" (v.13, 14, 15) compõe respectivamente as seguintes figuras de linguagem:

 A) apóstrofe; metáfora, prosopopeia; anáfora;
 B) paradoxo; catacrese; metonímia; polissíndeto;
 C) eufemismo; metáfora; personificação; aliteração;
 D) apóstrofe; comparação; personificação; pleonasmo;
 E) aliteração; hipérbole; prosopopeia; anáfora;


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domingo, 31 de agosto de 2014

A Importância da Vírgula



COLOQUE A VÍRGULA QUANDO NECESSÁRIA. 

 01) Ele com razão sustenta opinião contrária. 
Resposta comentada: Ele, com razão, sustenta opinião contrária. 
 Justifica-se o uso da vírgula para marcar intercalação do adjunto adverbial de modo (a maneira como ele sustenta a sua opinião) com caráter de aposto explicativo. 

 02) Não há portanto nenhum risco no negócio.
Resposta comentada: Não há, portanto, nenhum risco no negócio. 
 Justifica-se o emprego da vírgula devido a presença de uma conjunção conclusiva.

 03) Por cautela deixamos um depósito.
Resposta comentada: Por cautela, deixamos um depósito. 
Justifica-se o uso adequado da vírgula para marcar inversões do adjunto adverbial (no início da oração)
Observação: Pode-se omitir a vírgula, a menos que o adjunto adverbial tenha certa extensão " locução adverbial oracional" 

 04) Casos mais importantes já os apresentei. 
Resposta comentada: Casos mais importantes, já os apresentei. 
Observação: Justifica-se a presença da vírgula por ser um complemento pleonástico antecipado ao verbo. Quando refere ao complemento pleonástico significa o pronome átono: os retornando à oração anterior. 

05) Não demores tanto meu filho.
Resposta comentada: Não demores tanto, meu filho.
Observação: justifica-se a presença da vírgula por ser vocativo. 

06) O tempo nosso inimigo foge rápido. 
Resposta comentada: O tempo, nosso inimigo, foge rápido. 
Observação: justifica-se a pontuação por apresentar um aposto restritivo "qualificativo"

07) O Brasil é um país rico ou seja dispõe de muitos recursos naturais. 
Resposta comentada: Justifica-se o sinal da pontuação com objetivo de isolar expressões de natureza explicativa (ou seja, isto é, ou melhor, vale dizer, quer dizer, etc...) O Brasil é um país rico, ou seja, dispões de muitos recursos naturais. 

08) A população brasileira hoje em dia está preocupada com o futuro do país. 
Resposta Comentada: Justifica-se a presença do sinal da pontuação por indicar deslocamento de adjuntos adverbiais, sobretudo se forem muito longos. A população brasileira, hoje em dia, está preocupada com o futuro do país. 

09) Na minha frente uma enorme fila.
Resposta comentada: Justifica-se a não ausência da vírgula por indicar elipse ou zeugma de termos. Na minha frente, uma enorme fila. A vírgula marca há omissão de formas verbais que poderiam, gramaticalmente, ser representadas por havia ou existia.

10) O governo em geral não tem esse tipo de atitude. 
Resposta comentada: Justifica-se a não ausência da vírgula porque nesse caso, as vírgulas não são facultativas, pois alteram o sentido das frases. O governo, em geral, não tem esse tipo de atitude. 

 Lembrete: Mais uma vez a importância de estudar a vírgula compreendendo o seu uso, com objetivo de aplicá-la na hora certa, tornando o seu texto claro e coeso. 

ALERTA: Conscientize que o emprego da vírgula não é só apenas uma pausa na escrita. Se assim fosse, para o uso da vírgula, poderíamos confiar cegamente na intuição e não precisaríamos estudar regra alguma.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Simuladão



Leiam atentamente os comentários, porque as situações se repetem.

 01) Leia este trecho. 

 O "ócio criativo", o sonho brasileiro de receber um salário para "fazer o que se gosta", somente é alcançado por alguns professores felizardos de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral. 

 Nesse trecho, as vírgulas foram empregadas para 

 A) Separar elementos que exercem a mesma função sintática.
 B) Separar elementos com a finalidade de realçá-los.
 C) Isolar aposto ou elemento de valor explicativo.
 D) Isolar elementos repetidos no período.
 
 GABARITO OFICIAL: C
Fiquem atentos o emprego das aspas é usado com a intenção de caracterizar ênfase, mas não neste trecho: "ócio criativo " / "fazer o que se gosta". Os elementos sintáticos "ócio criativo "/ "fazer o que se gosta" classifica-se como aposto explicativo, pois refere-se a toda uma oração. Logo, subentende-se o desejo de sonhar está no ócio criativo, em função de receber um salário para "fazer o que se gosta". Isso é um sujeito oracional.

 02) Nos trechos a seguir, os verbos sublinhados são transitivos diretos, EXCETO em:

 A) Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário. 
 B) Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas que só querem "fazer o que gostam ".
 C) É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. 
 D) Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. 
 
 GABARITO OFICIAL: D
A dica da questão localiza na classificação verbal, pois o elemento verbal pode ser definido intransitivo (Todo verbo intransitivo tem como elemento gramatical locuções adverbiais, nesse caso é acompanhado como locução adverbial de modo).

 03) Assinale a alternativa em que a substituição da palavra ou expressão destacada pela que está entre parênteses altera o sentido original do enunciado no texto.

 A) A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente.(a primeira aflição).
 B) É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores.[...]. (agravo) 
 C) Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito [....]. (perfeccionista) 
 D) Basta fazer seu trabalho com esmero. (apuro).

 GABARITO OFICIAL: C
Fique atento ele não está trabalhando com o sentido real da palavra, e sim, com a linguagem figurada. 

 04) Considerando o emprego da crase, de acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta. 

 A) "Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão que realize seu trabalho com distinção e o colocarão à frente dos demais." O uso da crase no termo em destaque é obrigatório. 
 B) " Então teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? ". O uso da crase no termo em destaque é opcional. 
 C) " Hoje, percebo que foi esse perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho que fazer. "O uso da crase no termo em destaque é obrigatório. 
 D) "A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. " O uso da crase no termo em destaque é proibido. 
 
 GABARITO OFICIAL: B
A observação feita em relação a letra B está incorreta porque não é opcional, e sim, obrigatória. Por apresentar artigo indefinido (o não uso da crase). 

 QUESTÃO 05:
 O pronome "isso" retoma a palavra ou a expressão em destaque, EXCETO em:

 A) Médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos não porque gostam, mas porque isso tem de ser feito.
 B) A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa.
 C) Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão. Começará a ser criativo, inventando coisa nova, e isso é um raro prazer.
 D) Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isso [...].
GABARITO OFICIAL- LETRA C. 
O pronome "isso" na alternativa C não classifica como pronome demonstrativo relativo pois, não foi empregado como referenciador textual (uso endofórico/ valor adjetivo); significa a uma pessoa ou coisa que já foi referida (VOCÊ SERÁ APLAUDIDO, VALORIZADO,PROCURADO), ou sugerida em qualquer porção precedente do texto(anáfora).
 
QUESTÃO 06: 
 Leia este trecho.

Assinale a alternativa em que o termo destacado no enunciado introduz a circunstância identificada nos parênteses.

A) "Muitos profissionais odeiam o que fazem porque não se prepararam adequadamente." (Consequência)
B) "[...] quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que ninguém quer fazer." (Explicação) 
C) "O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, [...]." (Condição) 
D) "Faça seu trabalho mal feito e você odiará o que faz." (Oposição)
GABARITO OFICIAL- LETRA C.
A dica da letra C está na presença da conjunção "se" essa conjunção classifica-se sintaticamente condicional, pode ser substituída sem alteração de sentido por uma conjunção correspondente "caso" (Oração subordinada adverbial condicional).

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domingo, 18 de maio de 2014

Gabarito "Questões recentes de provas de concursos realizados"

01) ASSINALE A OPÇÃO QUE COMPLETA CORRETAMENTE O SEGUIMENTO DA PROPOSIÇÃO.

    NO MOMENTO DA ELEIÇÃO........

A) BUSCARAM-SE ESTUDAR OS GÊNIOS.
B) BUSCOU-SE ESTUDAR OS GÊNIOS.
C) BUSCARAM-SE ESTUDAR O GÊNIO.
D) BUSCOU-SE ESTUDARES OS GÊNIOS.
E) BUSCARAM-SE ESTUDARES OS GÊNIOS.

    01- GABARITO OFICIAL - LETRA A.

02) QUE FRASE NÃO ESTÁ REDIGIDA CORRETAMENTE 

A) NO SALÃO AZUL TINHA UM QUADRO DE PORTINARI.
B) REMETO-LHE ANEXAS AS DUAS DECLARAÇÕES DO JUIZ.
C) VOCÊ FOI A CAUSA DE ELES SE RETIRAREM TÃO CEDO.
D) ESQUECEU-ME DIZER-TE QUE FOI REPROVADO EM FÍSICA.
E) NEM UM,  NEM OUTRO QUIS DIZER A VERDADE AOS PAIS.

    02) GABARITO OFICIAL - LETRA B
                ERRADO - NO SALÃO AZUL TINHA UM QUADRO DE PORTINARI ./ COMENTÁRIO: O ERRO ESTÁ NO USO INADEQUADO DO PRONOME INDEFINIDO  UM) POR APRESENTAR LOCUÇÃO ADJETIVA (DE PORTINARI) ADJUNTO ADNOMINAL DO SUJEITO (QUADRO DE PORTINARI).
                CERTO - NO SALÃO AZUL TINHA O QUADRO DE PORTINARI. / O USO DO ARTIGO DEFINIDO QUALIFICANDO O SUJEITO (QUADRO).

    03)  APONTE A ALTERNATIVA CORRETA QUANTO A SUA CONCORDÂNCIA.

     A) AS GRÃ-CRUZES FORAM ENTREGUES AOS HERÓIS.
    B) VELHAS E RASGADAS MOEDAS E CARTEIRAS FORAM SUBSTITUÍDAS POR NOVOS.
    C) SABOROSOS BANANAS E LARANJAS ESTRANGEIRAS.
 D) UMA E OUTRA ALUNAS PUNIDAS POR TEREM COLADO.
        E) ACORDOS ÍTALOS-FRANCESES.

                GABARITO OFICIAL - LETRA A

        B- ERRADA - VELHAS E RASGADAS MOEDAS E CARTEIRAS FORAM SUBSTITUÍDAS POR NOVOS.
             CERTA - VELHAS E RASGADAS MOEDAS E CARTEIRAS  FORAM SUBSTITUÍDAS POR NOVAS.
        C) ERRADA - SABOROSOS BANANAS E LARANJAS ESTRANGEIRAS.
              CERTA: SABOROSAS BANANAS E LARANJAS ESTRANGEIRAS.
        D) ERRADA- UMA E OUTRA ALUNAS PUNIDAS POR TEREM COLADO.
              CERTA: UMA E OUTRA ALUNAS PUNIDA POR TEREM COLADO.
        E) ERRADA: ACORDOS ÍTALOS- FRANCESES.
              CERTA: ACORDO ÍTALO-FRANCESES.

04) INFORMO A VOSSAS SENHORIAS QUE, ............................... , SEGUEM A CARTA , O RELATÓRIO E A CÓPIA QUE NOS SOLICITARAM, E QUE ESTÃO INTEIRAMENTE À ...................... DISPOSIÇÃO PARA EXAME.
           
            GABARITO OFICIAL - LETRA B

            A) INCLUSO - VOSSA.
            B) INCLUSOS- SUA.  
            C) INCLUSO- SUA.
            D) INCLUSA- VOSSA.
            E) INCLUSOS- VOSSA. 



Fiquem atentos à nossa próxima postagem!!!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Diferença entre mal e mau



Não despreze questões que considere simples.

A ESCOLHA ORTOGRÁFICA PELO MAL. NÃO CONSIDERE SÓ O DICIONÁRIO, LEMBRE-SE QUE A GRAFIA TAMBÉM ENVOLVE O CONTEXTO LINGUÍSTICO.

Evolução das palavras ajuda a explicar diferenças de grafia entre "mal" e "mau".

Por Mário Eduardo Viaro.

Para muitos, certas regras ortográficas parecem caprichos sem sentido. Por que escrevemos "Ele toca mal guitarra" e dizemos que "Ele é muito mau"? Apressa-se com uma regrinha quem aprecia as gramáticas: escreve-se "mal" quando temos um advérbio e "mau" quando for um adjetivo. Embora isso não seja explicação, deduzimos dessa regra que "mal" é o oposto de "bem", enquanto "mau" é o contrário de "bom".

AS QUESTÕES APARENTEMENTE SIMPLES TAMBÉM NECESSITAM DE UMA BOA INTERPRETAÇÃO LINGUÍSTICA.

Substituindo as palavras por seus antônimos, também teríamos (como daria um linguística gerativo-transformacional) uma "frase bem formada". Não dizemos "Ele toca bom guitarra" nem "Ele é muito bem". Como justificar a desconfortável homofonia entre "mal" e "mau", que causa erros de ortografia, se num paradigma estão "mal/bem" e noutro "mau/bom"?

Do ponto de vista etimológico e geolinguístico, a homofonia é uma ilusão, pois ocorre só nas variantes do português moderno que não pronunciam mais o -l em final de sílaba como uma consoante lateral.

No Brasil, a maioria dos falantes usa, nesse contexto, uma semivogal (esse fenômeno diacronicamente se chama "vocalização").

Ao contrário, em Portugal, exceto em dialetos pouco difundidos, o -l final ainda soa como consoante.


Obviamente, não é a consoante dental do espanhol ou do alemão, mas tem uma projeção coarticulátoria velarizada que faz lembrar do inglês e do russo. O som, tanto no inglês americano quanto na pronúncia padrão portuguesa, tende a invadir ambientes mais amplos (como no início de sílaba).


Não perca tempo e se prepare para os concursos do IPSEMG e da Polícia Militar com a professora Juliana Gouvêa!

sábado, 2 de novembro de 2013

Permuta Retórica



"Vejo cada texto que faço como um quadro de uma exposição, o ponto de parada numa viagem. Em começo de viagem, procuro essa revelação nas paisagens, para apurar o sentido da viagem inteira."
(Audálio Dantas)

Ponderação a ser feita: Essas palavras não estão no sentido real e sim no sentido figurativo (as relações lógicas), que são as definições do vocábulo as quais são adquiridas por um bom trabalho de reestruturação linguística.

O que está escondido num bom texto?

A PERMUTA RETÓRICA
Por João Jonas Veiga Sobral

As relações Lógicas
Círculo vicioso é a sucessão de períodos em que a troca entre causa e consequência resulta em continuação ininterrupta do enunciado. Para que se efetive o círculo, é preciso que a causa de um período passe a ser consequência no outro, e vice-versa.

Repare num Slogan publicitário que explora bem essa estrutura:
"Tostines vende mais porque é fresquinho; ou é fresquinho porque vende mais?"

Note que a causa "porque é fresquinho" passa a consequência no período seguinte; e a consequência passa a ser causa. Mas há muitos tropeços na elaboração dessa estrutura, provocados pela repetição da causa e da consequência, sem inversão necessária: "As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E porque ninguém confia no governo as coisas não andam".

Note que "As coisas não andam" é consequência nas duas construções, assim como "porque ninguém confia no governo" é causa. Para que se obtenha um círculo, é preciso inverter as relações lógicas de causa e consequência:

"As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E ninguém confia no governo, porque as coisas não andam".

Ponderações linguísticas: A linguagem dispõe de recursos capazes de promover a aceleração da enunciação e o alargamento semântico por meio da transposição de noções de causa e consequência


Há casos em que a antecipação do consequente para a enunciação posterior do antecedente garante ao texto ares de suspense ou dúvida: "As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão" (Rubem Braga, "O verão e as mulheres", em A Cidade e a Roça). O recurso é interessante na progressão discursiva para fortalecer o que se intenciona comunicar.


Preparem-se para o concurso do IPSEMG e PMMG com a professora Juliana Gouvêa!

Entrem em contato para mais informações: (31) 3293-4290