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domingo, 5 de janeiro de 2014

Sintaxe de Regência e de Colocação




Intensifique os seus estudos aproveitando as dicas de Juliana Gouvêa, assim terá mais facilidade em compreender o uso da língua portuguesa. 



SINTAXE DE REGÊNCIA

 1. (IME- RJ) Assinale a frase correta: 
 A) Nem todos visavam aquele diploma.
 B) Não lhe julgava capaz de tal coisa.
 C) Beberas de nosso leite, comerás de nosso pão e partirás quando te aprouver.
 D) Quando lhe ver, peça-lhe dinheiro.
 E) Não nos foi possível assistir o desfile militar. 
 
 2. (IME- RJ) Marque com um X a opção cuja regência verbal está incorreta: 
 A) No século XVI, muitos negros preferiram mais a morte do que a escravidão. 
 B) Informem-no de que não venha.
 C) A garotada prefere à ginástica o jogo livre. 
 D) Informe-lhe de que não venha. 
 E) O jogador visou o ângulo esquerdo da meta. 
 


SINTAXE DE COLOCAÇÃO


 1. (PUC-MG) De acordo com o padrão culto escrito, assinale a opção em que o pronome destacado pode colocar-se depois do verbo grifado: 
 A) "( ) e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial." 
 B) "Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua."
 C) "( ) aposentado é quem se recolhe aos aposentos." 
 D) " Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram." 
 E) "( ) e, distraídas, disso não se deram conta."

 2. (PUC-MG) Assinale a opção em que, segundo as regras da norma culta escrita, é possível outra colocação para o pronome em destaque. 
 A) "Qualquer carta de amor, não importa o que se encontre nela escrito, só fala ( )"
 B) "Se há outras pessoas na casa, ela as deixou."
 C) "Falta-lhe o ingrediente essencial da palavra que é dita sem esperar resposta." 
 D) "Que lhe importa a cadeira?"
 E) "Num telefonema a gente nunca diz aquilo que se diria numa carta."


Teste os seus conhecimentos linguísticos. Não perca a chance de se exercitar com a professora Juliana Gouvêa!!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Versatilidade Pronominal



DICAS PARA TERMINAR O ANO BEM ATUALIZADO NA LÍNGUA PORTUGUESA.

Versatilidade pronominal
Por José Augusto Carvalho.

Na classificação tradicional dos pronomes pessoais, os gramáticos ensinam que "eu" é a pessoa que fala, "tu" (você) é a pessoa com quem se fala e "ele" é a pessoa de quem se fala. Os estudos linguísticos e a observação do falar cotidiano revelam que "eu" pode ser a pessoa de quem se fala, "você" pode ser a pessoa que fala e "ele" pode ser com quem se fala.

    Um "eu" que expressa outra pessoa.

Observamos nos versos de Chico Buarque, na canção Teresinha, dizem:

  "Mal sei como ele se chama,/ mas entendo o que ele quer,/ se deitou na minha cama/ e me chama de mulher..."

  Esse "eu", sujeito de "sei" e de "entendo", e as formas respectivas "me" e "minha" não podem referir-se ao autor Chico Buarque, mas à personagem que se diz "eu". O "eu", portanto, é elocutivo só na estrutura de superfície, mas na estrutura profunda é um pronome delocutivo: denota a pessoa de quem se fala, como num romance em 1ª pessoa, em que o personagem que conta a história é a pessoa de quem se fala e não a pessoa que fala, o romancista.

Retirado da revista Língua Portuguesa.



Desejamos a todos um Feliz 2014 repleto de muitas realizações e sucesso nos concursos!

Aproveite o mês de férias para aprender mais com Juliana Gouvêa, acessando seu blog ou marcando um horário.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Gabarito Comentado - Simuladão de Natal

             01) E - FIQUE ATENTO A TRANSITIVIDADE DO VERBO CABER QUE É TRANSITIVO INDIRETO. A V.Sª NÃO PERMITE O PRONOME POSSESSIVO " VOSSA", MAS SIM  O PRONOME POSSESSIVO SUA.
   
             02) B
   
             03) C- FIQUE ATENTO SE O VERBO É TRANSITIVO DIRETO "AJUDAR"  OU INDIRETO "ACONSELHAR" INFLUENCIANDO NA COLOCAÇÃO PRONOMINAL.

             04) A - A CRASE NÃO SE EMPREGA COM O PRONOME DO CASO RETO "A ELA"
              O ACENTO DA CRASE NÃO É PERMITIDO NO SEGUINTE CASO: A CRASE QUANDO É INDETERMINADA PELA AUSÊNCIA DA LOCUÇÃO ADJETIVA NÃO É ACEITA. EX: A CASA.
             O ACENTO DA CRASE NÃO É PERMITIDO NA LOCUÇÃO ADVERBIAL TEMPORAL MASCULINA "APÓS DUAS HORAS".

             05) LETRA D - A VÍRGULA INTERCALADA DEMONSTRA QUE É UM APOSTO EXPLICATIVO" O DIRETOR DEU UM VOTO DE CONFIANÇA NOS FUNCIONÁRIOS".


Nós do Curso de Português Juliana Gouvêa desejamos a todos um Feliz Natal!!!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Simuladão de Natal





APROVEITE O SIMULADO DO NATAL.

NÃO PERCA O QUE VOCÊ CONSEGUIU DURANTE O ANO EXERCITANDO A LÍNGUA PORTUGUESA COM JULIANA GOUVÊA.
ATUALIZE CADA VEZ MAIS COM ESTE SIMULADO:
  
01) Com a autoridade que ..................... cabe, V.Sª...................inspecionar os trabalhos da usina que está sob............................responsabilidade.
   A) Vos-deve-sua
   B) vos- deveis-vossa
   C) lhe-deve-vossa
   D) vos-deveis-sua
   E) lhe-deve-sua

02) Antes que se...........................reformas, os técnicos de inspeção................a recursos que porventura...........................a faltar.
     A) propossem- ativeram-se - vierem
     B) propusessem- ativeram-se- vierem
     C) propusessem- ateram-se- virem
     D) propossem- ativeram-se- virem
     E) propusessem- ateram-se- vierem
  
03) Ajudei-....................................a fazer o trabalho, mas não.............................aconselho.......................nesse emprego.
    A) lhe- lhe- a continuar
    B) lhe-o- de continuar
    C) o- lhe- continuar
    D) o-o- de continuar
    E) o-o- à continuar

04) Diga............................ela que só retornarei.........................casa após...................................duas horas.
   A) a-a-as
   B) a-à-às
   C) à-a-às
   D) à-à-as
   E)  à-à-às

05) Assinale, na folha de respostas, a alternativa em que o período está corretamente pontuado.
    A) Repetindo a recomendação o diretor deu um voto, de confiança nos funcionários, mas poucos se sensibilizaram, com isso.
    B) Repetindo a recomendação, o diretor deu um voto de confiança nos funcionários mas, poucos se sensibilizaram com isso.
    C) Repetindo, a recomendação o diretor deu um voto de confiança nos funcionários, mas poucos, se sensibilizaram com isso.
    D)Repetindo a recomendação, o diretor deu um voto de confiança nos funcionários, mas poucos se sensibilizaram com isso.
    E) Repetindo a recomendação o diretor, deu um voto de confiança, nos funcionários mas poucos se sensibilizaram, com isso.


     OS ASSUNTOS ABORDADOS NESSAS QUESTÕES SÃO FUNDAMENTAIS PARA UM BOM DESEMPENHO EM RELAÇÃO A QUALQUER EXAME QUE VOCÊ FOR PRESTAR. 

Em publicaremos o gabarito.

Desde já desejamos a todos um Feliz Natal!

domingo, 24 de novembro de 2013

Curiosidades Verbais



Fique atento não só na conjugação, observe mais no emprego dos tempos verbais.
Quando uma forma verbal para de ser usada, como é o caso da primeira pessoa de polir ou a forma pessoal de haver, com sentido de existir, o verbo torna-se defectivo, isto é, a forma morre na língua.

 CURIOSIDADES VERBAIS.

 Primeira dica.

O verbo haver, nas acepções de existir, ocorrer e acontecer, creio que tenha ficado defectivo pela impossibilidade do uso plural dele no presente do indicativo. Se a pessoa erra pluralizando o passado, por exemplo, como em "Houveram casos complicados na política brasileira", no presente essa pluralização é extremamente cacofônica: "Hão casos complicados na política brasileira". Ninguém falaria assim. Quer dizer, não deveria, porque eu mesmo ouvi uma advogada, coisa de dois anos atrás, dizer: "Hão provas contundentes contra o réu". E contra o português dela também há. E talvez ela nem tenha empregado a palavra "contundentes", que devia ser desconhecida para ela. Vá lá.

 Recomendo aos interessados estudos mais profundos sobre esse assunto em gramática históricas da língua portuguesa.
 Retirado da Revista Língua Portuguesa- Linguagem Politicamente Correta.

Segunda dica.

Fique atento na segunda dica, o verbo competir, é um bom verbo para cair no concurso; não o despreze.
 Eu COMPITO COM OS JOVENS!
É correto dizer eu compito. O verbo competir se conjuga normalmente tem como modelo o verbo repetir:
 eu repito            eu compito

 tu repetes         tu competes

 ele repete         ele compete


Fiquem atentos ao simuladão está chegando!
Quer se preparar para começar 2014 com o pé direito? Entre em contato com a professora Juliana Gouvêa e saiba como!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Diferença entre mal e mau



Não despreze questões que considere simples.

A ESCOLHA ORTOGRÁFICA PELO MAL. NÃO CONSIDERE SÓ O DICIONÁRIO, LEMBRE-SE QUE A GRAFIA TAMBÉM ENVOLVE O CONTEXTO LINGUÍSTICO.

Evolução das palavras ajuda a explicar diferenças de grafia entre "mal" e "mau".

Por Mário Eduardo Viaro.

Para muitos, certas regras ortográficas parecem caprichos sem sentido. Por que escrevemos "Ele toca mal guitarra" e dizemos que "Ele é muito mau"? Apressa-se com uma regrinha quem aprecia as gramáticas: escreve-se "mal" quando temos um advérbio e "mau" quando for um adjetivo. Embora isso não seja explicação, deduzimos dessa regra que "mal" é o oposto de "bem", enquanto "mau" é o contrário de "bom".

AS QUESTÕES APARENTEMENTE SIMPLES TAMBÉM NECESSITAM DE UMA BOA INTERPRETAÇÃO LINGUÍSTICA.

Substituindo as palavras por seus antônimos, também teríamos (como daria um linguística gerativo-transformacional) uma "frase bem formada". Não dizemos "Ele toca bom guitarra" nem "Ele é muito bem". Como justificar a desconfortável homofonia entre "mal" e "mau", que causa erros de ortografia, se num paradigma estão "mal/bem" e noutro "mau/bom"?

Do ponto de vista etimológico e geolinguístico, a homofonia é uma ilusão, pois ocorre só nas variantes do português moderno que não pronunciam mais o -l em final de sílaba como uma consoante lateral.

No Brasil, a maioria dos falantes usa, nesse contexto, uma semivogal (esse fenômeno diacronicamente se chama "vocalização").

Ao contrário, em Portugal, exceto em dialetos pouco difundidos, o -l final ainda soa como consoante.


Obviamente, não é a consoante dental do espanhol ou do alemão, mas tem uma projeção coarticulátoria velarizada que faz lembrar do inglês e do russo. O som, tanto no inglês americano quanto na pronúncia padrão portuguesa, tende a invadir ambientes mais amplos (como no início de sílaba).


Não perca tempo e se prepare para os concursos do IPSEMG e da Polícia Militar com a professora Juliana Gouvêa!

sábado, 2 de novembro de 2013

Permuta Retórica



"Vejo cada texto que faço como um quadro de uma exposição, o ponto de parada numa viagem. Em começo de viagem, procuro essa revelação nas paisagens, para apurar o sentido da viagem inteira."
(Audálio Dantas)

Ponderação a ser feita: Essas palavras não estão no sentido real e sim no sentido figurativo (as relações lógicas), que são as definições do vocábulo as quais são adquiridas por um bom trabalho de reestruturação linguística.

O que está escondido num bom texto?

A PERMUTA RETÓRICA
Por João Jonas Veiga Sobral

As relações Lógicas
Círculo vicioso é a sucessão de períodos em que a troca entre causa e consequência resulta em continuação ininterrupta do enunciado. Para que se efetive o círculo, é preciso que a causa de um período passe a ser consequência no outro, e vice-versa.

Repare num Slogan publicitário que explora bem essa estrutura:
"Tostines vende mais porque é fresquinho; ou é fresquinho porque vende mais?"

Note que a causa "porque é fresquinho" passa a consequência no período seguinte; e a consequência passa a ser causa. Mas há muitos tropeços na elaboração dessa estrutura, provocados pela repetição da causa e da consequência, sem inversão necessária: "As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E porque ninguém confia no governo as coisas não andam".

Note que "As coisas não andam" é consequência nas duas construções, assim como "porque ninguém confia no governo" é causa. Para que se obtenha um círculo, é preciso inverter as relações lógicas de causa e consequência:

"As coisas não andam porque ninguém confia no governo. E ninguém confia no governo, porque as coisas não andam".

Ponderações linguísticas: A linguagem dispõe de recursos capazes de promover a aceleração da enunciação e o alargamento semântico por meio da transposição de noções de causa e consequência


Há casos em que a antecipação do consequente para a enunciação posterior do antecedente garante ao texto ares de suspense ou dúvida: "As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão" (Rubem Braga, "O verão e as mulheres", em A Cidade e a Roça). O recurso é interessante na progressão discursiva para fortalecer o que se intenciona comunicar.


Preparem-se para o concurso do IPSEMG e PMMG com a professora Juliana Gouvêa!

Entrem em contato para mais informações: (31) 3293-4290