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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Gabarito - Regência

  GABARITO COMENTADO

QUESTÃO 01
 A ) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto - correta, pelo seguinte motivo: a construção está correta porque o verbo preferir está empregado no sentido adequado “preferir uma coisa a outra. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto - errada; a construção está indevida nunca deve usar o verbo preferir no sentido de "preferir mais uma coisa do que outra ".

QUESTÃO 02
 A letra b encontra correta. O verbo aludir - verbo transitivo indireto - exige sempre a preposição a. / em cujas está empregado no sentido de demarcação pelo seguinte motivo:  a partícula atrativa "nos países " deixa claro que foi usado como uma preposição locativa " em" .

QUESTÃO 03
É obrigatório e não facultativo tanto à inflação e à crise.
Observação: a palavra feminina pela masculina - devido ao aumento (a explicação refere a palavra crise), tome cuidado com a regência do verbo; verifique a transitividade verbal se é direto ou indireto, intransitivo. A regência é indireta.


Fiquem atentos aos próximos posts!

sábado, 8 de junho de 2013

Pratique e atualize o seu português - Regência



Hoje teremos um brinde: 3 questões seguidas sobre Regência. Preparem-se

 01) (TRE -RJ) " porque implica em cobrar o tempo " / porque implica cobrar o tempo. A construção do verbo implicar com a preposição em resulta, provavelmente, de um cruzamento sintático com verbo sinônimo (importar), sendo considerada errônea por alguns gramáticos. A alternativa em que há erro de regência na segunda das sentenças é:

A) Preferimos pagar juros a ficar sem o produto. / Preferimos pagar juros do que ficar sem o produto.
B) Esquecemos facilmente o belo arrazoado aquiniano. / Esquecemo-nos facilmente do belo arrazoado aquiniano.
C) Queremos informar-lhes que nossos juros são baixos. / Queremos informá-los de que nossos juros são baixos.
D) Ainda nos lembramos da belíssima aula de filosofia tomista. / Ainda nos lembra a belíssima aula de filosofia tomista.
E) Se cobrar juros é pecado, chamamos de pecadores todos os banqueiros. / Se cobrar juros é pecado, chamamos pecadores a todos os banqueiros.


02) (TRE-RJ) A desigualdade jurídica do feudalismo.......... alude o autor se faz presente ainda hoje nos países......... terras existe visível descompasso entre a riqueza e a pobreza. Tendo em vista o emprego dos pronomes relativos, completam -se corretamente as lacunas da sentença acima com :

A) A QUAL / CUJAS
B) A QUE / EM CUJAS
C) Á QUAL / EM CUJA AS
D) O QUAL / POR CUJAS
E) AO QUAL / CUJA AS


 03) Coloque a crase se for necessário. Interprete de acordo com o contexto.

 Em resumo, a presidente disse o seguinte: " Eu não concordo com políticas de combate a inflação que olhem a questão da redução do crescimento econômico, até porque nós temos uma contraprova dada pela realidade. Tivemos um baixo crescimento no ano passado e houve um aumento da inflação porque teve um choque de oferta devido a crise ".



Na quarta postaremos o gabarito comentado.

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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Curiosidades da Língua Portuguesa




Já perceberam as diferenças que existem entre o modo de falar do português e o modo de falar nosso, brasileiro?


Veja esse exemplo:

Diferença no uso da língua

Por exemplo, você se chama Sílvia e um português muito amigo seu quer convidar você para jantar. Ele provavelmente vai perguntar: "A Sílvia janta conosco?" Se você não estiver acostumada esse uso diferente, poderá pensar que ele está falando de uma outra Sílvia, e não de você. Porque, no Brasil, um amigo faria o mesmo convite mais ou menos assim: "Sílvia, você quer jantar com a gente?" Nós não temos, como os portugueses, o hábito de falar diretamente com alguém como se esse alguém fosse uma terceira pessoa... 

    Veja como o povo brasileiro não tem costume de usar o pronome no dia a dia, principalmente, na sua fala (a oralidade regional).
    
        Cheguei na bera do porto 
        Onde as onda se espaia.
        As garça dá meia volta,
        Senta na bera da praia.
        E o cuitelinho não gosta 
        que o botão de rosa caia.

        Quando eu vim de minha terra,
        despedi da parentaia.
        Eu entrei no Mato Grosso,
        dei em terras paraguaia.
        Lá tinha revolução, 
        enfrentei fortes bataia.

        A tua saudade corta 
        como o aço de navaia, 
        O coração fica aflito,
         bate uma, a otra faia.
        E os oio se enche d'água 
       que até a vista se atrapaia. 

A CANÇÃO "Cuitelinho", na voz de Nara Leão. Marcos Bagno (A língua de Eulália). 

OBSERVAÇÃO: Esse texto é coloquial (vocabulário popular), visto que não há necessidade da colocação pronominal, pois o seu público não é letrado. O revisor de texto tem que possuir não só o conhecimento linguístico, mas sim a distinção.


Fiquem atentos aos posts da Professora Juliana Gouvêa. Sempre teremos muitas dicas aqui!

sábado, 25 de maio de 2013

PECULIARIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA

PORTUGUÊS CLÁSSICO / PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO


Segue o exemplo abaixo 

REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA

PERGUNTAR ALGUÉM ALGUMA COISA
EX:  "Perguntou-o que homem era" (Santo Graal, séc. XIV)

REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA


PERGUNTAR A ALGUÉM ALGUMA COISA
EX: "Na quarta passada , Roberto Justus perguntou a um participante o nome do personagem de Conan Doyle que vivia na Baker Street "

REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA
   
COMEÇAR + INFINITIVO
EX: "Começou fazer suas orações" (S.Josafate , séc.XVI)

Começar de + infinitivo

"Começou de chamar por Galatea" ( Pe.Manuel Bernardes ,séc.XVII)


REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
    
Começar a + infinitivo
"Pelo plano, dez mil máquinas iriam para quarenta e quatro cidades de um projeto - piloto e a novidade racionalizadora começaria a funcionar em 2001"

REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA

Desejar a + infinitivo
"Deseja a morrer(Cancioneiro da Vaticana ,séc.XIII)

Desejar de + infinitivo
"Deseja de Comprar-vos para gênero" (Camões Lusíadas , séc.XVI )

REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA

Desejar + infinitivo
"A oposição também vai disputar as eleições de 2010 e não desejaria sofrer desgaste diante do eleitorado mais pobre"

REGÊNCIA ARCAICA E CLÁSSICA

Cuidar a +infinitivo
"E o comde cuidou logo a ser morto " ( Livro das Linhagens ,séc.XIV )

REGÊNCIA CONTEMPORÂNEA
 Cuidou de + infinitivo

"Chegado ao poder em 5 de julho de 1932, Salazar cuidou de preparar a base constitucional e legislativa do Estado Novo"

                    
Considerações a respeito das regências:  Isso aconteceu com muitos verbos na história da língua. Mudaram de regência (ou passaram a admitir duas ou mais regências), ao longo do tempo.

sábado, 18 de maio de 2013

Gabarito: Preposição


GABARITO COMENTADO: 

1. ERRADO. O USO DA PREPOSIÇÃO "de" é decorrente da regência de "dúvida".

2. CERTO. 

Para que você possa empregar as preposições é necessário que o aluno tenha conhecimento prévio em relação a regência verbal. 

       Machado de Assis é exemplo literário e de vida em que devemos seguir. Ele soube se conservar pequena grandeza conquistada. Suas obras se transpõem para o mundo moderno com fidelidade da imutabilidade da natureza humana. Em um de seus lampejos dizia que algumas madames da sociedade carioca de sua época "não tinham cultura, mas tinham finura." Digo eu, finura o tinha que nasceu pigmeu e no confronto com a vida conseguiu se esmerar e morreu gigante.  

     OBSERVAÇÃO: interprete a regência verbal descobrindo a transitividade verbal.



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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Preposições




        1) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DA BAHIA -2005) - CESPE /UNB

    Não há dúvida de que, no inicio do século XXI, os Estados Unidos da América chegaram mais perto do que nunca da possibilidade de Constituição de um "império mundial". Mas, se o mundo chegasse a esse ponto e constituísse um império global, isso significaria - ao mesmo tempo e por definição - o fim do sistema político interestatal. E o mais provável, do ponto de vista econômico, é que tal transformação viesse a significar também o fim do capitalismo. Em uma linguagem mais próxima da física e da termodinâmica do que da dialética hegeliana, pode- se dizer que a expansão do poder global na direção do império mundial é, ao mesmo tempo, uma força que levaria o sistema mundial à entropia, ao provocar sua homogeneização interna e o desaparecimento das hierarquias e conflitos responsáveis pelo dinamismo e pela ordem do próprio sistema. 



José Luis Fiori-Correio Braziliense, 25/12/2004

Em relação ao texto acima, julgue os itens que seguem. 
1. O emprego da preposição "de" em "Não há dúvida de que"(L.1) justifica-se pela regência da forma verbal"há".
2. Como na sequência há um complemento oracional, a omissão da preposição "de" em "Não há dúvida de que" (L.1) também estaria de acordo com as exigências da norma escrita culta. 



No sábado sai o gabarito comentado. Até lá, estude bem sobre as preposições!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

"Tu" ou "você"?

       

    VEJA A PRÓXIMA DICA :    

        - Puxa vida, como você é bonita e que lindas borboletas TE acompanham!.
No uso culto da língua, que é formal e cuidadoso, não misturamos pessoas gramaticais. Se usamos você, não podemos usar tu [....]. No uso informal da língua, falamos à vontade, de modo espontâneo. (Oliveira e Campos, 2005, 5:101).


          OBSERVAÇÃO: O primeiro equívoco está na afirmação "o uso culto da língua ...... é formal e cuidadoso". Ela simplesmente nega a existência de um uso culto informal e espontâneo. Em seguida, quem usa te em correlação com você não está "misturando pessoas gramaticais ", está simplesmente usando o ip oblíquo que corresponde tanto a tu quanto a você.


Ainda ficaram dúvidas quanto à utilização do "tu" e do "você"? Entre em contato com a professora Juliana Gouvêa e entenda melhor essa relação.