a) Olha se você parte do princípio ... que a língua portuguesa não é só regras gramaticais... não.
b) Não aceitarei a sua proposta, posto que ela me pareça absurda .
c) Porquanto estivessem cansados, o sargento ordenou que prosseguissem.
d) Os homens que tinham chegado um pouco antes à repartição levantaram-se quando seu futuro chefe entrou.
Gabarito Comentado:
a) Não,se você parte do princípio de que a língua portuguesa não é só regras gramaticais.
Retiramos a expressão "OLHA" pois ela é uma marca de oralidade e não devemos usar expressões de oralidade na escrita,para não comprometer a qualidade da mesma.
b) Não aceitarei a sua proposta, porque ( porquanto) ela me parece absurda.
A segunda oração é uma subordinada explicativa. Podemos, então, fazer uso do porque e do porquanto, pois os dois reforçam a idéia explicativa (da não aceitação da proposta.).
c) Conquanto estivessem cansados,o sargento ordenou que prosseguissem.
A oração iniciada com a conjunção "conquanto"...... é uma oração adversativa. Lembrando: Oração adversativa é aquela que dá idéia de oposição a segunda oração. Cansados/Prosseguissem
d) Os homens recém-chegados à repartição levantaram-se quando seu futuro chefe entrou.
Substituimos o conectivo "que"., pelo adjetivo recém-chegados. Cuidado com o uso excessivo do conectivo "que". Esse é um erro corriqueiro que vai afetar na escrita correta.
Lembrete: Essas e outras explicações no Curso de Redação Juliana Gouvêa. Telefone: 3293-4290. Qualquer dúvida a respeito dos exercícios acima, podem postar no Facebook, onde estaremos a disposição para as explicações que se fizerem necessárias.
Português é o Diferencial! Prepare-se com a Professora Juliana Gouvêa e tenha ótimos resultados!
Ligue já e inscreva-se!
(31) 3293-4290
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
Entendendo o uso do português semântico
Entendamos o emprego semântico na música de Cartola "Moinho"
(...) Abismo que cavaste com teus pés. Aqui sempre aparece a polêmica : cavaste com teus pés ou cavaste a teus pés?
Muitos dirão: cavaste a teus pés.
Entretanto, esqueceram-se de analisar o sentido do verbo cavar que nos remete ao movimento feito para cavar. Quando se cava necessita-se de um instrumento (no caso a figura de linguagem teus pés).
Então a pergunta é: cavaste com que ? Com teus pés (que quer significar a escolha feita e não literalmente os pés) é adjunto adverbial de instrumento.
Certo quem falou com teus pés.
Atenção sempre ao verbo, observem: Postado a teus pés. (certo)
Aqui o verbo nos dá a idéia de inércia (fixo), então não necessitamos de qualquer instrumento.
A pergunta aqui é: Postado onde e não aonde. Adjunto adverbial de lugar. Entenderam? Notaram a diferença?
Nunca esquecer que o verbo é o fator decisivo para a interpretação correta de qualquer frase voltada para o contexto, pois a circunstância vem do contexto.
Um exemplo bem mais difícil de ser interpretado e que fez parte das provas do concurso do MP:
(MP-NCE)"... enquanto que no continente europeu marcha-se a passos largos na direção de conflitos raciais ..."
Analísemos: Onde se marcha a passos largos ? (E não por onde ) "no continente europeu." Sujeito locativo. A pergunta para se localizar o sujeito nem sempre é o conhecido Quem ? Se fosse deveria ser um pronome pessoal do caso reto. Ele marcha a passos largos.
Reparem que "no continente europeu" está antes do verbo, não modifica o sentido do verbo . Se não modifica o sentido do verbo, não é adjunto adverbial. Necessariamente o sujeito vem antes do verbo.
Reparem agora na contração no (em + o) na ausência do artigo o sujeito passa a ser interpretativo. Faz parte do contexto da frase, não é um sujeito normativo aquele conhecido de todos nós. Formado pelo artigo mais o substantivo, sujeito simples. Isso tem causado polêmicas naqueles que não estão familiarizados com o português interpretativo.
Se houver alguma polêmica ou dúvida aguardo vocês. Podem postar os seus comentários que serão bem vindos.
Por hoje é só. Até daqui alguns dias ou no curso Juliana Gouvêa, onde receberão essas e muito mais explicações. Telefone :3293-4290
(...) Abismo que cavaste com teus pés. Aqui sempre aparece a polêmica : cavaste com teus pés ou cavaste a teus pés?
Muitos dirão: cavaste a teus pés.
Entretanto, esqueceram-se de analisar o sentido do verbo cavar que nos remete ao movimento feito para cavar. Quando se cava necessita-se de um instrumento (no caso a figura de linguagem teus pés).
Então a pergunta é: cavaste com que ? Com teus pés (que quer significar a escolha feita e não literalmente os pés) é adjunto adverbial de instrumento.
Certo quem falou com teus pés.
Atenção sempre ao verbo, observem: Postado a teus pés. (certo)
Aqui o verbo nos dá a idéia de inércia (fixo), então não necessitamos de qualquer instrumento.
A pergunta aqui é: Postado onde e não aonde. Adjunto adverbial de lugar. Entenderam? Notaram a diferença?
Nunca esquecer que o verbo é o fator decisivo para a interpretação correta de qualquer frase voltada para o contexto, pois a circunstância vem do contexto.
Um exemplo bem mais difícil de ser interpretado e que fez parte das provas do concurso do MP:
(MP-NCE)"... enquanto que no continente europeu marcha-se a passos largos na direção de conflitos raciais ..."
Analísemos: Onde se marcha a passos largos ? (E não por onde ) "no continente europeu." Sujeito locativo. A pergunta para se localizar o sujeito nem sempre é o conhecido Quem ? Se fosse deveria ser um pronome pessoal do caso reto. Ele marcha a passos largos.
Reparem que "no continente europeu" está antes do verbo, não modifica o sentido do verbo . Se não modifica o sentido do verbo, não é adjunto adverbial. Necessariamente o sujeito vem antes do verbo.
Reparem agora na contração no (em + o) na ausência do artigo o sujeito passa a ser interpretativo. Faz parte do contexto da frase, não é um sujeito normativo aquele conhecido de todos nós. Formado pelo artigo mais o substantivo, sujeito simples. Isso tem causado polêmicas naqueles que não estão familiarizados com o português interpretativo.
Se houver alguma polêmica ou dúvida aguardo vocês. Podem postar os seus comentários que serão bem vindos.
Por hoje é só. Até daqui alguns dias ou no curso Juliana Gouvêa, onde receberão essas e muito mais explicações. Telefone :3293-4290
quinta-feira, 2 de junho de 2011
JULIANA GOUVEA NO FACEBOOK
DICAS E INFORMAÇÕES SOBRE CURSO DE PORTUGUÊS COM JULIANA GOUVEA NO FACEBOOK!!!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
VÍRGULA
Identifique a alternativa em que se corrige a má colocação da vírgula, nas assertivas abaixo:
"Ele chegou cansado do trabalho. Parecendo mesmo desanimado. Assistindo à televisão a família não o notou."
a) Uma vez chegado do trabalho,cansado,parecia até mesmo desanimado. A família não o notou enquanto assistia à televisão.
b)Tendo chegado do trabalho cansado , parecia mesmo desanimado. A família assistia à televisão. Não o notaram .
c) Desde que chegou cansado do trabalho, parecia mesmo desanimado. Como assistisse à televisão, a família não o notou.
d) Chegou cansado do trabalho, parecendo mesmo desanimado. A família, que assistia à televisão, nem o notou.
e) Parecia mesmo desanimado,porque chegava do trabalho cansado.Enquanto que a família nem o notara, assistindo à televisão. (PUC-CAMP)
Interpretemos os exemplos acima.
a) Uma vez chegado do trabalho,cansado,parecia até mesmo desanimado.A família não o notou enquanto assistia à televisão.
Aqui ocorre ambiguidade pela má construção do primeiro período ("Uma vez que chegou, seria correto ),o maior erro é semântico: A família não o notou porque estava assistindo à televisão, e não no momento em que viam televisão. A idéia é de causa e não de tempo.
b) Tendo chegado do trabalho cansado, parecia mesmo desanimado. A família assistia à televisão. Não o notaram .
No primeiro período, aparentemente ,não ocorre erro quanto a construção gramatical (disposição das palavras); entretanto , semanticamente ,devemos evitar perídos simples sucessivos, uma vez que a coesão entre as palavras é fundamental . Notem que coloquei as palavras aparentemente e semanticamente entre vírgulas para dar ênfase deixando o argumento claro e coeso.
c) Desde que chegou cansado do trabalho, parecia mesmo desanimado.Como assistisse à televisão,a família não o notou.
O primeiro período está correto, mas o segundo ocorre um erro de interpretação (ou sentido) : Quem estava assistindo à televisão era a família, e não ele.
d) Chegou cansado do trabalho,parecendo mesmo desanimado.A família, que assistia televisão , nem o notou. Correto pois a vírgula após trabalho tem a funçaõ explicativa. Não alterando o sentido do tópico frasal que dá origem ao exercício (olhem acima na proposição do exercício ) . O que não ocorre nos outros exemplos acima , é necessário o uso do critério semântico. A interpretação.
e) Parecia mesmo desanimado, porque chegava do trabalho cansado.Enquanto que a família nem o notara, assistindo à televisão.
O primeiro período mostra uma impropriedade semântica, pois a leitura faz-nos crer que "ele sempre chegava cansado".O emprego do pretérito imperfeito (ação em continuidade no passado ) confirma a idéia que "morre" ( semântico) com o perfeito (Chegou).
Novas dicas na próxima semana ou o estudo completo da vírgula no Curso Juliana Gouvêa - Telefone : 3293-4290.
"Ele chegou cansado do trabalho. Parecendo mesmo desanimado. Assistindo à televisão a família não o notou."
a) Uma vez chegado do trabalho,cansado,parecia até mesmo desanimado. A família não o notou enquanto assistia à televisão.
b)Tendo chegado do trabalho cansado , parecia mesmo desanimado. A família assistia à televisão. Não o notaram .
c) Desde que chegou cansado do trabalho, parecia mesmo desanimado. Como assistisse à televisão, a família não o notou.
d) Chegou cansado do trabalho, parecendo mesmo desanimado. A família, que assistia à televisão, nem o notou.
e) Parecia mesmo desanimado,porque chegava do trabalho cansado.Enquanto que a família nem o notara, assistindo à televisão. (PUC-CAMP)
Interpretemos os exemplos acima.
a) Uma vez chegado do trabalho,cansado,parecia até mesmo desanimado.A família não o notou enquanto assistia à televisão.
Aqui ocorre ambiguidade pela má construção do primeiro período ("Uma vez que chegou, seria correto ),o maior erro é semântico: A família não o notou porque estava assistindo à televisão, e não no momento em que viam televisão. A idéia é de causa e não de tempo.
b) Tendo chegado do trabalho cansado, parecia mesmo desanimado. A família assistia à televisão. Não o notaram .
No primeiro período, aparentemente ,não ocorre erro quanto a construção gramatical (disposição das palavras); entretanto , semanticamente ,devemos evitar perídos simples sucessivos, uma vez que a coesão entre as palavras é fundamental . Notem que coloquei as palavras aparentemente e semanticamente entre vírgulas para dar ênfase deixando o argumento claro e coeso.
c) Desde que chegou cansado do trabalho, parecia mesmo desanimado.Como assistisse à televisão,a família não o notou.
O primeiro período está correto, mas o segundo ocorre um erro de interpretação (ou sentido) : Quem estava assistindo à televisão era a família, e não ele.
d) Chegou cansado do trabalho,parecendo mesmo desanimado.A família, que assistia televisão , nem o notou. Correto pois a vírgula após trabalho tem a funçaõ explicativa. Não alterando o sentido do tópico frasal que dá origem ao exercício (olhem acima na proposição do exercício ) . O que não ocorre nos outros exemplos acima , é necessário o uso do critério semântico. A interpretação.
e) Parecia mesmo desanimado, porque chegava do trabalho cansado.Enquanto que a família nem o notara, assistindo à televisão.
O primeiro período mostra uma impropriedade semântica, pois a leitura faz-nos crer que "ele sempre chegava cansado".O emprego do pretérito imperfeito (ação em continuidade no passado ) confirma a idéia que "morre" ( semântico) com o perfeito (Chegou).
Novas dicas na próxima semana ou o estudo completo da vírgula no Curso Juliana Gouvêa - Telefone : 3293-4290.
sexta-feira, 13 de maio de 2011
CRASE- aspectos normativos da crase :
Crase Obrigatória: Antes de hora se for possível usar ao meio dia - Chegou às duas horas (ao meio dia)
Com a palavra moda oculta - Usava sapatos à Luis XV
Antes da palavra distância,quando determinada - Fiquei à distância de dez metros / Fiquei à distância.
Existe uma diferença entre o aspecto normativo e o aspecto semântico . No semântico usamos a crase, especialmente, para dar enfase em relação a escrita. Evitando assim a ambiguidade, pois quando se faz uso deste recurso a escrita se mostra com maior clareza.
Exemplo: Na gramática normativa o uso da crase é facultativo diante da palavra de inclusão até. Semanticamente não é exatamente uma crase opcional,mas é uma
crase de sentido lógico da frase. Em benefício do contexto. Possibilitando a melhor compreensão do texto.
EX: Romeu amou Julieta até à morte. (locução adverbial temporal- até o momento de morrer)
Dirceu e Marilia amaram até a morte (inclusive a morte)
Diante dos pronomes possessivos a crase será bem vinda quando a estilistica tiver prioridade sobre as regras normativas. Quando falo de estilistica quero deixar, bem claro,que estou utilizando o recurso da crase em benefício da harmonia da escrita. EX.: Devo muito às minhas amizades. ( na gramática normativa não se usa crase antes dos pronomes possessivos). Daí tantos erros nas questões de uso de crase nos concursos públicos. Devemos e podemos usar regras, mas nunca nos limitarmos à elas (verbo no gerúndio e de movimento, crase certa. A pergunta a ser feita diante de uma regência verbal não é onde -verbo locativo- e sim aonde), é necessário sempre usarmos o bom senso e interpretação do texto.
Com a palavra moda oculta - Usava sapatos à Luis XV
Antes da palavra distância,quando determinada - Fiquei à distância de dez metros / Fiquei à distância.
Existe uma diferença entre o aspecto normativo e o aspecto semântico . No semântico usamos a crase, especialmente, para dar enfase em relação a escrita. Evitando assim a ambiguidade, pois quando se faz uso deste recurso a escrita se mostra com maior clareza.
Exemplo: Na gramática normativa o uso da crase é facultativo diante da palavra de inclusão até. Semanticamente não é exatamente uma crase opcional,mas é uma
crase de sentido lógico da frase. Em benefício do contexto. Possibilitando a melhor compreensão do texto.
EX: Romeu amou Julieta até à morte. (locução adverbial temporal- até o momento de morrer)
Dirceu e Marilia amaram até a morte (inclusive a morte)
Diante dos pronomes possessivos a crase será bem vinda quando a estilistica tiver prioridade sobre as regras normativas. Quando falo de estilistica quero deixar, bem claro,que estou utilizando o recurso da crase em benefício da harmonia da escrita. EX.: Devo muito às minhas amizades. ( na gramática normativa não se usa crase antes dos pronomes possessivos). Daí tantos erros nas questões de uso de crase nos concursos públicos. Devemos e podemos usar regras, mas nunca nos limitarmos à elas (verbo no gerúndio e de movimento, crase certa. A pergunta a ser feita diante de uma regência verbal não é onde -verbo locativo- e sim aonde), é necessário sempre usarmos o bom senso e interpretação do texto.
quinta-feira, 12 de maio de 2011
DICAS: Reforma ortográfica
Trema; O trema é totalmente eliminado da língua portuguesa, sendo aceito apenas em palavras estrangeiras .
Hífen; com aos prefixos Auto, Contra, Extra, Infra, Intra, Neo, Proto, Pseudo, Semi, Supra, Ultra, Ante Arqui e Sobre , se o segundo elemento começa por "s" ou "r" , devemos dobrar as consoantes, em vez de usar o hifen.
Como era ? Como fica ?Auto-retrato Autorretrato
Auto-sustentável Autossustentável
Aplicação do hífen com vogais diferentes.
1º elemento (prefixo terminado em vogal) + 2º elemento (começa por vogal diferente da que encerra o 1º elemento), Não se usa hífen.
Como era ? Como fica ?Auto-adesivo Autoadesivo
Auto-idolatria Autoidolatria
Hífen; com aos prefixos Auto, Contra, Extra, Infra, Intra, Neo, Proto, Pseudo, Semi, Supra, Ultra, Ante Arqui e Sobre , se o segundo elemento começa por "s" ou "r" , devemos dobrar as consoantes, em vez de usar o hifen.
Como era ? Como fica ?Auto-retrato Autorretrato
Auto-sustentável Autossustentável
Aplicação do hífen com vogais diferentes.
1º elemento (prefixo terminado em vogal) + 2º elemento (começa por vogal diferente da que encerra o 1º elemento), Não se usa hífen.
Como era ? Como fica ?Auto-adesivo Autoadesivo
Auto-idolatria Autoidolatria
DICAS: CRASE- aspectos normativos da crase
Crase Obrigatória:
Antes de hora se for possível usar ao meio dia - Chegou às duas horas (ao meio dia)
Com a palavra moda oculta - Usava sapatos à Luis XV
Antes da palavra distância,quando determinada - Fiquei à distância de dez metros / Fiquei à distância.
Existe uma diferença entre o aspecto normativo e o aspecto semântico . No semântico usamos a crase, especialmente, para dar enfase em relação a escrita. Evitando assim a ambiguidade, pois quando se faz uso deste recurso a escrita se mostra com maior clareza.
Exemplo: Na gramática normativa o uso da crase é facultativo diante da palavra de inclusão até.
Semanticamente não é exatamente uma crase opcional,mas é uma
crase de sentido lógico da frase. Em benefício do contexto. Possibilitando a melhor compreensão do texto.
EX: Romeu amou Julieta até à morte .(locução adverbial temporal- até o momento de morrer)
Dirceu e Marilia amaram até a morte (inclusive a morte)
Diante dos pronomes possessivos a crase será bem vinda quando a estilistica tiver prioridade sobre as regras normativas. Quando falo de estilistica quero deixar, bem claro,que estou utilizando o recurso da crase em benefício da harmonia da escrita.
EX.: Devo muito às minhas amizades. (na gramática normativa não se usa crase antes dos pronomes possessivos). Daí tantos erros nas questões de uso de crase nos concursos públicos. Devemos e podemos usar regras, mas nunca nos limitarmos à elas (verbo no gerúndio e de movimento, crase certa. A pergunta a ser feita diante de uma regência verbal não é onde -verbo locativo- e sim aonde), é necessário sempre usarmos o bom senso e interpretação do texto .
Antes de hora se for possível usar ao meio dia - Chegou às duas horas (ao meio dia)
Com a palavra moda oculta - Usava sapatos à Luis XV
Antes da palavra distância,quando determinada - Fiquei à distância de dez metros / Fiquei à distância.
Existe uma diferença entre o aspecto normativo e o aspecto semântico . No semântico usamos a crase, especialmente, para dar enfase em relação a escrita. Evitando assim a ambiguidade, pois quando se faz uso deste recurso a escrita se mostra com maior clareza.
Exemplo: Na gramática normativa o uso da crase é facultativo diante da palavra de inclusão até.
Semanticamente não é exatamente uma crase opcional,mas é uma
crase de sentido lógico da frase. Em benefício do contexto. Possibilitando a melhor compreensão do texto.
EX: Romeu amou Julieta até à morte .(locução adverbial temporal- até o momento de morrer)
Dirceu e Marilia amaram até a morte (inclusive a morte)
Diante dos pronomes possessivos a crase será bem vinda quando a estilistica tiver prioridade sobre as regras normativas. Quando falo de estilistica quero deixar, bem claro,que estou utilizando o recurso da crase em benefício da harmonia da escrita.
EX.: Devo muito às minhas amizades. (na gramática normativa não se usa crase antes dos pronomes possessivos). Daí tantos erros nas questões de uso de crase nos concursos públicos. Devemos e podemos usar regras, mas nunca nos limitarmos à elas (verbo no gerúndio e de movimento, crase certa. A pergunta a ser feita diante de uma regência verbal não é onde -verbo locativo- e sim aonde), é necessário sempre usarmos o bom senso e interpretação do texto .
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