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domingo, 11 de março de 2012

Regência

Bom dia!!!
Abaixo algumas questões já aplicadas pela CESPE (responsável pela aplicação do concurso do TJ). Leiam com atenção e marque a alternativa correta. Nessa semana, o gabarito comentado estará disponível aqui mesmo no Blog da Professora Juliana Gouvêa!


1) O Cliente não é rei, como a indústria da cultura gostaria de fazer crer, não é o seu sujeito, mas sim o objeto.
    Levando em conta o contexto, considere as afirmações que seguem sobre o autor e seus procedimentos na frase acima:
   
    1)  Fazendo uso de linguagem conotativa, expressa sua opinião acerca do lugar que o cliente verdadeiramente ocupa no contexto da indústria cultural.
    2) Recorrendo a frase hipótetica, explícita, pelo deslocamento da posição do cliente, o que lhe parece ser a relação entre "aquilo que é" e "aquilo que se deseja fazer parecer que é".
    3) Estabelecendo uma comparação - articulada pelos elementos grifados na frase acima - evidencia que o cliente não constitui preocupação da indústria cultural, embora esta indústria tente criar a ilusão de que a produção é ditada pela expectativa das massas.
       
É correto o que se afirma em:

(
A) 1, APENAS
(B) 1 E 2, APENAS
(C) 2 E 3, APENAS
(D) 2, APENAS
(E) 1, 2 E 3 APENAS. 



Gabarito Comentado :
2) D, apenas: A conjunção "como" não estabelece ideia de comparação, e sim, de causa podendo ser substituída pelo "Visto que" (conjunção causativa). Esta argumentação traz idéia principal, primordial, essencial - a posição do cliente, ou seja, de que lhe parece ser a relação entre "aquilo que é" e "aquilo que se deseja fazer parecer que é" (mas sim o objeto), tem o significado de que o homem é o produto do meio. 


2) A frase em que são levadas em conta as normas de concordância previstas pela gramática normativa é:

(A) Aquela específica forma cultural de que falávamos, associada a qualquer outra da mesma região, revelam que se pode esperar muito de grupos a que até agora não foi dado atenção.
(B) Tudo indica que deve existirem técnicas as mais variadas para se fazer publicidade de produtos da indústria cultural, passível, aliás, de serem descritas.
(C) Elas tinham consciência de ter à disposição só objetos padronizados, mas acreditavam que haveria situações que lhes favoreceriam a ciratividade ou que as obrigassem a tê-la.
(D) É inevitável, em qualquer contexto, as conjecturas sobre aquilo que poderá ser feito, mas, nesse caso, a dificuldade está em se definirem quais os pontos mais relevantes.
(E) Atualmente, seja quais forem os produtos culturais à disposição, o que se vende é um consenso geral e acrítico, impostos pela publicidade maciça.

3)
A frase totalmente de acordo com  as normas da gramática prescrita, no que se refere à regência, é:

(A) Eles estão hesitantes por como apresentar o projeto, pois pensaram, inicialmente, em fazer painel explicativo à maneira como funciona a engrenagem.
(B) Nem bem chegou o rapaz, ela divisou-lhe, e, aproximando-se a ele rapidamente, entregou as pastas de cujo conteúdo ele já estava a par.
(C) A harmonia do homem e a natureza é algo que todos dependem, embora muitos revelem má vontadede para com as coisas naturais simplesmente porque não as conhecem bem.
(D) Na sua genuína acepção, a cultura nunca se limitou a reproduzir os desejos dos homens, mas sempre ergueu a sua voz contra as duras condições em que se desenrola a vida.
(E) Desde o momento que as formas culturais constituiram em ganha
-pão dos seus criadores, o mercado começou a agir para ficar propício com elas.

Resposta do post anterior

Errado: Estes argumentos que citaremos influirão na decisão.
Correto: Estes argumentos que citaremos influenciaria ou vai influenciar na decisão.

domingo, 4 de março de 2012

A importância da correlação verbal respeitando o uso correto do pronome demonstrativo

Não tropece na língua.
     

Fiquem  atentos:
    Ex: (Errado)  -  Está proporção chegará a 14% em 2025 (32 milhões de idosos).
Obs: O pronome esta (pronome demonstrativo restritivo, qualificativo), só deve ser usado com o futuro do pretérito (presente afirmativo
), para indicar aquilo que vamos mencionar "proporção" deixando a ideia clara, incisiva, enfática (buscando só a informação necessária, primordial em relação ao tópico frasal - a 14% em 2025 (32 milhões de idosos); a porcentagem exata em relação a proporção.
    Ex: (Correto) - Está proporção chegaria
a 14% em 2025 (32 milhões de idosos).
Obs: O duplo sentido (ambiguidade) só foi desfeito, quando afirmou, justificou, fundamentou - a porcentagem exata em relação a proporção.

Agora é com vocês:
   
Estes argumentos que citaremos influirão na decisão.
       
O gabarito na próxima semana.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Resposta do post anterior

Gabarito comentado:

a)Escreveu de ponta a ponta, à maquina, à mão, à tinta ou a lápis.
b) Feriram-me à bala, à faca, à navalha, a porrete, a cassetete, a tudo.



Esperamos que estas dicas tenham sido de grande proveito a todos vocês que acompanham o nosso blog!

Semana que vem tem mais!
Até lá!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A importância da crase (Aspecto normativo)

Recebem acento grave:
1) Locuções adverbiais
2) Locuções prepositivas
3) Locuções conjuntivas

Obs: Não provém da relação de regência (Não tem nada haver com questão regencial); e sim com locuções conjuntivas formadas por substantivo feminino.
Ex: À espera dele, ficamos horas a fio.


A crase para ter o seu uso correto é preciso avaliar o contexto (interprete-a) para não haver alterações de sentido promovidas pelo acento grave.
Ex: Você já foi à teatro (errado)
Você gosta de Bolo (errado)


Obs: Não se emprega o acento grave diante de um substantivo usado em sentido genérico (geral e indeterminado); e sim ao substantivo qualificativo, determinado.
Ex: João nunca foi a escola (qualquer escola)
João nunca foi à escola (àquela escola)
Direito a alimentação (qualquer alimentação)
Direito à alimentação (àquela alimentação).


Fiquem atentos !!!
 
Mais uma vez é preciso avaliar o contexto:
Ex: Cheirar a gasolina - Inalar
Cheirar à gasolina - Exalar o cheiro, feder.


Notem a diferença em relação ao aspecto semântico e o normativo:
Ex: Chegando à Ribeirão Preto - pelo aspecto semântico o uso da crase foi correto devido a regência verbal: a pergunta que deve ser feita é aonde. O verbo aceita essa pergunta porque se apresenta no gerúndio condicional (o verbo não é locativo, dá ideia de deslocamento).

Agora é com vocês:
Use o sinal grave no a, quando necessário:
1) Escrever de ponta a ponta, máquina, a mão, a tinta ou a lápis.
2) Feriram-me a bala, a faca, a navalha, a porrete, a cassetete, a tudo.




Agora é com você. Analise bem a questão e as alternativas.




Boa sorte!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Importância da Correlação Verbal

Olhem a importância da correlação verbal. Dia 08/02/2012, quarta-feira, chamou minha atenção, a seguinte notícia estampada na Internet:

"SP: homem teria estrupado enteada e pagado por seu silêncio." Pasmem-se! O erro é de correlação verbal. Por ele usar o participio ele causa dúvida (duplo sentido). "Teria"  nos leva a interpretar que ele já teria pago pela sua ação de ter estrupado. Existe aqui a obrigação de usar o verbo "pagar" no presentre do indicativo (afirmativo) para dar idéia de conclusão, finalização. O correto é: Homem teria estrupado enteada e pago por seu silêncio.



Entenderam? Melhores e mais completas explicações em Juliana Gouvêa - marque sua hora pelo telefone 3293-4290. Até lá.


A importância do uso do infinitivo impessoal(não flexionado) e o infinitivo pessoal:
A) INFINITIVO IMPESSOAL:
utiliza-se em locuções verbais(não se flexiona).
     Ex: Eles podem falar toda a verdade.
B) INFINITIVO PESSOAL: utiliza-se em orações reduzidas.
    Ex:  Fez tudo para eu reclamar(para que eu reclamasse).
DICAS(NÃO ERREM MAIS)!!!
       
01- Em orações reduzidas introduzidas por uma preposição, se o sujeito estiver oculto(sendo o mesmo da oração principal), a flexão do infinitivo é facultativa.
Ex: Eles vieram para estudarem ou para estudar.
     
02- Os verbos causativos (MANDAR, DEIXAR, FAZER, VER, OUVIR, ...) não formam locução verbal na posição de verbo auxiliar. Nestes casos pode acontecer o seguinte:
A) O infinitivo se flexiona se o sujeito estiver expresso antes do verbo.
     Ex: Eu mandei os alunos estudarem.
B) A flexão se torna facultativa se o sujeito estiver depois do infinitivo.
    Ex: Eu mandei estudar ou estudarem os alunos.
C) A flexão se torna proibida se o sujeito for um pronome pessoal oblíquo átono.
    Ex: Eu mandei-os estudar.

Não se esqueça, semana que vem mais uma questão para complementar seus estudos!
Boa sorte a todos!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Resposta do post anterior

Da segunda questão II sobre análise da oração:
Gabarito OFICIAL: letra B
Comentário da letra b
Não é adjunto adverbial de intensidade e sim  adjunto adnominal (valor possesivo)


Não se esqueça, semana que vem mais uma questão para complementar seus estudos!
Boa sorte a todos!